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Zoom!
22.4.07
30.9.06
Desejo
Eu queria parar de escrever rimando.
Mas acho que quando a gente está amando,
O corpo não obedece nossos comandos.
posted by Luiza Voll at 12:59 PM
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1.9.06
Quando você vai à cigana para saber o seu destino, será que isso já estava escrito?
Estava traçado?
Ilustrado?
E aquele tombo, e aquele atraso?
Era um sinal?
Estava na bola de cristal?
Nas cartas, nas estrelas, na palma da mão?
Estava em cada sim, estava em cada não?
Então Deus não joga dados?
E é possível encontrar um amor na porta ao lado?
Se sim, estas palavras também são suas, além de minhas.
Espero que elas tenham um bom efeito em suas vidas.
posted by Luiza Voll at 5:01 PM
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17.8.06
Quase vida
Aquele dia em que eu cheguei uma hora mais tarde eu quase encontrei você ali. Você estava parado, sentado sozinho e a gente quase conversou, a gente quase se apaixonou, ali mesmo, naquele lugar aonde eu quase cheguei. Decidimos ir para o parque e eu, afobada, quase morri atropelada, quase mesmo. Se eu realmente tivesse chegado naquele lugar (foi por uma questão de quase) você, no caminho do parque, teria me segurado forte evitando assim o meu atropelamento e a minha quase morte. O parque estava quase pára fechar. Então entramos e não saímos. Por lá, ficamos. Por um momento, eu juro, você quase disse que me amava. Culpa do vinho que, de garrafas vazias, já tinham quase quatro. Culpa dele também foi o nosso papo sobre quantos quases podem existir em uma vida. Deitados, quase abraçados, quase namorados, pensamos. Quantos quases? Mas nem você, nem eu, a gente nunca sabe. Por que o que não deve ser é apenas, quase.
posted by Luiza Voll at 10:47 PM
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12.7.06
Ritual
Feche os olhos e sinta agora
O perfume que a lua solta
Quando está assim, branca e pálida
E ao mesmo tempo fria e cálida
Mas se o dia ainda for dia
Fecha os olhos e admira
Como o sol te veste de vermelho
Preparando a chegada do negro
Admire a virtude da árvore
A câimbra da sombra
A indisciplina do vento
Os elementos que ajudam a medir o que chamamos de tempo
E, ao mergulhar em um rio profundo,
Fecha os olhos e escuta
Aquilo que existe entre o número um e o número dois
E que os sábios chamam de respiração do mundo
Que faz de você fácil presa
Agora abra os olhos e compreenda
posted by Luiza Voll at 8:49 PM
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19.6.06
12.6.06
4.6.06
30.5.06
Agora eu tenho um novo blog, totalmente diferente do Zoom!
Se você adora internet, venha me fazer uma visita no Favoritos.
posted by Luiza Voll at 1:00 PM
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19.5.06
Ai quando eu vejo ela assim
Se achando a tal
Eu passo mal
E fico que fico
Até me emperiquito
Quase grito
E a Maria, bonita
Fica que fica
E sou eu quem paga o pato
Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato
Fico assim a ver navios
E de lágrimas já chorei um rio
Desse jeito perco as estribeiras
De tanto tapar o sol com a peneira
Maria, maria, não vá com as outras
Não faça nosso amor nas coxas!
Pelo sim, pelo não
Dá me tua mão!
Sonho sempre com a hora
De não ganhar mais um fora
Pois a memória é de elefante
E a vida é de cão
Mas eles ladram e a caravana passa
E para bom entendedor, meia palavra basta
A situação vai de mal a pior
E pior a emenda que o soneto
Eu boto a culpa no luar da roça
Que não me deixa ser um casca grossa
Maria, maria
Desamarra e dá as caras
Por todas as razões e mais uma
Acaba com a minha amargura
Chega de chover sobre o molhado
Eu quero é casar e viver ao seu lado
Vamos pôr o carro à frente dos bois
Pra eu deixar de ser eu e virar nós dois
posted by Luiza Voll at 5:05 PM
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9.5.06
12.4.06
Estudo o que não está nos livros
O que não está escrito
O que não me é dito
Para tocar o que não se toca
Cheirar o que não exala
Escutar o clamor das coisas caladas
Dividir o que não é matéria
Saber o gosto do que não se come
Dar ao bicho o que é do homem
Sentir o toque dos anjos
Carregar o peso dos anos
Ir além da condição de humano
E ao voar onde não é plano
Enxergarei o que é transparente
Nesse momento estarei pronta
Para transpor os limites da mente

Munch
posted by Luiza Voll at 9:39 AM
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26.3.06
Saudade é um presente de natal escondido e sabido.
É armazenar um banco de dados dos cinco sentidos.
É te ver no latido de um cão, no cheiro de manjericão.
Audição, olfato, paladar, tato e visão.
Quem sente, quer matar sua saudade,
Com requintes de crueldade.
É parente da tristeza,
Essa palavra portuguesa.
Saudade é um quebra-cabeça incompleto.
E à noite, é ficar encarando o teto.
Saudade é não saber o que é defeito.
É achar o outro perfeito.
Saudade é viver contando os minutos.
E, ao te encontrar, é sentir saudade junto.
posted by Luiza Voll at 7:42 PM
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18.3.06
16.3.06
28.2.06
As mensagens mais importantes são passadas nas entrelinhas.
A vida não devia viver escondida.
posted by Luiza Voll at 10:55 PM
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23.2.06
Tudo o que acaba continua vivendo em alguém. O fim de um filme não é o seu fim. Frames se tornam fragmentos das pessoas. A menina imita uma cena com o namorado. O outro pensa nela tantas vezes que acaba achando que aconteceu na vida dele. Um amigo se separa, sem ao menos nem porquê. Mas ele continua vivendo dentro de você. Se me esqueço de uma cena, quem a presenciou às vezes lembra. Sua vida é um filme com milhares de espectadores. As histórias não tem fim.
ps: desculpem a falta de atualizações. Até levei uma bronca nos comentários do post abaixo, rs. A culpa é do Gabriel García Márquez. Como escrever depois de ler o que ele escreve?
posted by Luiza Voll at 8:33 AM
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21.2.06
26.1.06
Nos quadros do Chagall em que vemos amantes apaixonados sabe o que tem ao lado? Burros voadores, tocando flautas ou entregando flores. Conhece símbolo melhor para a paixão? Burros bem longe do chão? Afinal, qual é o ser racional que entraria em uma relação passional? Há também quem diga que burro é quem não sabe se entregar. Mas o símbolo do amor está aí para nos lembrar: não basta apenas ser burro, tem que saber voar.
posted by Luiza Voll at 8:10 PM
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12.1.06
Quem sou eu

- Nome: Luiza Voll
- Local: Barcelona | Belo Horizonte, Brazil
Oi, eu sou a Luiza Voll. Sou arquiteta de informação, publicitária e apaixonada por internet.
Mais Luiza aqui:
Meus textos
- Ritual
- Lamúria popular
- Rimas bobas para você
- Hide and seek
- O fim das coisas
- Amor, Chagall e burros voadores
- Sweet dreams
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- Poema de menina
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- Fool moon
- O último dia
- Viagem do tempo
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