| CARVIEW |
Manuela Fonseca*
A miúda ainda está no Secundário; se os pais têm que lhe pagar as propinas (num dia, “o outro” diz que sim, logo a seguir, fala ao contrário), vai-se o meu Curso antes de terminá-lo. Fiz bem o Primeiro Ciclo e estou a gostar do Segundo. Mas, já o outro o dizia, “não há omeletas sem ovos” e, sem dinheiro…
Parece-me que a onda de loucura que atravessa Portugal, para além de económica, financeira, social, é também moral, pelo menos em relação aos que deviam preocupar-se com a população e dar-lhe exemplos de seriedade, de manutenção da palavra. Bem oiço, nos transportes, a caminho do Instituto: as pessoas estão atarantadas, desesperadas, amedrontadas. No outro dia, até fiquei indisposto – um velhote quase chorava a recordar Abril:
– O que estes malandros, aos poucos, fizeram do 25! Uma cambada de gaiatos nas acções foi dando machadadas nas Liberdades e Direitos até chegarmos aqui; tenho o neto em França; não arranjava trabalho e lá abalou. Nem sei o que está a fazer agora. Desapareceu parte da luz dos meus olhos, o menino com quem dei voltas e voltas a Lisboa! Os pais e as avós conformam-se mas eu não! E o meu compadre, se ainda estivesse neste Mundo, coitado! A saúde e o dinheiro faltam, já não vejo o miúdo; qualquer dia é o do adeus. Ai, é, sim!
Fez-se silêncio; um homem, talvez da idade do meu pai, viu que havia lugar ao pé daquele idoso desesperado e foi para o lado dele; acalmou-o e falaram em surdina.
Revolto-me porque sempre trabalhei para isenção de propinas – de outra forma não estaria aqui, no Instituto, sonho de infância. De pequeno que via os meus avós na labuta da terra e o carinho com o nascimento e crescimento dos animais, os meus pais, nos fins-de-semana, a ajudá-los. Pensei sempre na Engenharia Zootécnica porque aprendi, na prática, os segredos do campo e o gosto em lidar com os animais – tracei este caminho há bastantes anos, embora seja novo; está perto do fim, se calhar mais do que penso.
Se, aos gastos tão grandes com o material escolar, os transportes e a alimentação da Isabel tivermos, ainda, que dar dinheiro para ela estudar, ao arrepio da Constituição, espécie de trapo que estes indivíduos sem qualificação espezinham em cada dia, não poderei concluir a Dissertação e agarro-me às habilitações da licenciatura para ir à vida, talvez em África. Nunca deixei a família; como vou para lá sozinho? Ora: fico uma bela rapariga de lá.
Estudei que me fartei para ter boas notas e conseguir que os meus pais não fossem muito sobrecarregados quando aqui chegasse e temos, tido, todos, o prémio disso. Vejo agora como as coisas se tornam cada vez mais difíceis, como pioram em cada mês. Em cada mês?! Em cada dia, em cada hora!
Uns bem-instalados, com fatos e gravatas horríveis (que falta de gosto têm, coitados!), numas cadeiras pagas por nós, dão sentenças acerca do que não sabem, ignorantes, nem sentem – espécie de pedras com olhos; que fartação!
Fora com esta gente para Portugal ser viável! Fim do Curso antes da meta? Isso quer este grupo de malfeitores para os filhos do povo, não é? Lá fora, ao lado da “outra”, então, para prejudicar o pessoal, só doçura e pés de lã, que o Inverno está frio! Quando a “madame” abre os olhos, nem sabem para onde ir os medrosos; que cobardes! E lá voltam, cheios de arrogância e mentiras, para nos ameaçar com o caos!
Pois vou despachar o Projecto para que cresça e eu também; depois, ajudo a “Bel” e os pais, que tanto têm feito por nós.
Fora com os pensamentos negativos! Propinas antes do Ensino Superior? Não quererão, também, que os pais paguem quando lhes nascem as crianças?
Ora esta: os dos palpites tortos contra o País que se vão embora; fazem cá tanta falta como o Salazar!”
(Páginas 200, 201 das Reflexões de João Garrido, estudante português do Ensino Superior.)
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* Professora aposentada, suplente da direcção sindical do SPGL, membro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro – UTIB –
]]>| NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
Federação Nacional dos Professores |
FENPROF REGISTA UM AMBIENTE MUITO POSITIVO NAS ESCOLAS
PARA UMA GRANDE ADESÃO DOS DOCENTES E INVESTIGADORES À GREVE GERAL
Depois de realizadas centenas de reuniões com professores, um pouco por todo o país, a FENPROF regista um ambiente muito positivo nas escolas para uma grande adesão dos docentes à Greve Geral convocada para amanhã, 14 de novembro.
Para a FENPROF, este é um momento de grande importância para a luta dos professores por várias razões:
– porque é grande o ataque aos direitos laborais e sociais dos trabalhadores, logo também dos docentes;
– porque é violento o ataque ao Estado social, com uma incidência particularmente forte sobre a Escola Pública que tem vindo a sofrer cortes orçamentais muito elevados, com efeitos negativos na sua capacidade de organização e funcionamento, pondo em perigo a própria qualidade do ensino;
– porque esta é uma oportunidade de convergir com a luta de trabalhadores de outros países, tais como Espanha, Itália, Grécia, França, Chipre, Malta, entre outros, contra a escalada de exploração e empobrecimento que se abate sobre esses trabalhadores;
– porque cumpre aos trabalhadores portugueses lutar contra políticas tão nefastas e exigir outras políticas para um Portugal com futuro.
A FENPROF prevê que da forte adesão à greve, tanto de professores, como de outros profissionais da Educação, resulte o encerramento de um elevadíssimo número de escolas.
Amanhã, dia 14, a FENPROF promoverá uma Conferência de Imprensa à porta da Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa, pelas 11.30 horas, onde serão divulgados os primeiros dados da Greve Geral no setor da Educação. Às 11.45 horas juntar-se-á a este encontro com a comunicação social o Secretário-Geral da CGTP-IN.
O Secretariado Nacional
]]>Manuela Fonseca*
Este poder, saloio, do País, vergado ao FMI, a uma União Europeia acéfala (como gostei da entrada de Portugal neste monstro, supremo equívoco!), a Merkel, a qualquer banqueirozito nacional, agride-nos um bocadinho mais em cada dia, através de palavras e acções, e finge que não damos por isso. Se damos!
Querido Zeca Afonso – ilustre professor do Liceu Nacional de Setúbal a quem a PIDE interrompeu os ensinamentos acerca de Sartre, na vergonhosa disciplina (?) de Introdução à Política, transformada em Sabedoria por ti, o Mestre –, podemos, infelizmente, cantar ainda, zangados e tristes “Eles comem tudo!”
Sim, comem, comem, continuam a comer, vorazes barrigas e, depois das postas de pescada, das lagostas, dos bifes do mais elevado preço por quilograma, regados com vinhos de outros senhorecos, sofrem de efeitos estranhos – não há, então, nada que não nos chamem ou dislate que, acerca de nós, população honrada, trabalhadora, ou que quer trabalhar e não lhe permitem o labor, ou reformada, ou, que, por razões de saúde, não pode fazê-lo, e para aí fica a morrer nos passeios, em qualquer lado.
Para um, somos “piegas” (o atrevimento é tanto que quase dá vontade a uma pessoa de perder a compostura), outro, o do topo da pirâmide, em vez de ouvir o povo, agora sem horizontes, com o respeito adequado às graves dificuldades por que passa e apontar caminhos de solução, afirma, sorridente, à laia de resposta, à situação de uma escassa pensão que uma senhora lhe apresenta, que a da sua mulher é “só de oitocentos euros”. Ah! Mas tem o marido! (Teria confundido a interlocutora com uma personagem de comédia?)
E para quem não há cônjuge abastado (a) o que faz? Salta da ponte? Cobiça o alheio? Anda a pedir o que puderem dar-lhe? Roça a cabeça na parede?
Mais um, bem importante e que já foi farol, agora com nova casaca: olha para as câmaras televisivas, com cara de poucos amigos, e refere não estar na Constituição que resolvamos o que se passa, na rua (querem ver que vamos voltar aos tempos das conspirações no campo, nos quintais, na casa da vizinha, querem ver?!) e que os católicos sabem os seus deveres (pois sabemos! Todos onde for preciso e contribuamos como e com o que pudermos para apoiar outrem e mudar esta anomia!)
A barbaridade mais recente foi do que, habituado, por certo, a não ser contrariado e, também, a contar dinheiro, muito dinheiro, face ainda a outros sacrifícios. (Mais? Mas que vandalismo é este?) Peremptório e arrogante, nas dezenas de anos habituados a que tudo vá parar junto dele, proclamou acerca do País: “Ai aguenta, aguenta!” (Acabado este texto há pouco, ouvi, curiosamente, no Governo Sombra, na TVI 24, Ricardo Araújo Pereira comentar, com a sua inteligência, a mesma alarvidade.)
Chamará aquele “aguenta!” ao roubo do dinheiro a quem ganha quatrocentos euros e vê o pobre pecúlio reduzir-se? Chamará aquele “aguenta!” ao roubo de medicação a quem precisa dela para sobreviver e fica, sem qualquer esperança, a esperar, de forma psíquica e fisicamente mais dolorosa e abreviada, pela morte? Chamará aquele “aguenta!” ao roubo das habitações dos que não podem mantê-las? Chamará aquele “aguenta!” aos militares, ora roubados nas suas viagens de comboio?
Podem com mais “sacrifícios” os estudantes, sem o passe social? Ou deixam de ir à escola e são aliciados por trilhos escusos?
Esta gente sem escrúpulos voltou, sem pudor, às origens e virou-se, de vez, contra todos nós, povo; em cada dia, inventa mais e mais para nos espezinhar, ofender, humilhar. E adular os seus senhores, falinhas mansas com eles, sorrisos hipocritamente (ou talvez não) amorosos.
Estou perplexa: o relógio, em Portugal, anda, neste momento, ao contrário e precisa de uma boa e rápida reparação.
De novo a televisão: lembram-se os mais velhos e sabem os mais novos de Raul Solnado, no Zip Zip de boa memória, entoar: “Senhor, estou farto!” E nós também, corajoso Solnado!
Cumpramos o nosso Dever: não aguentemos mais!
* Professora aposentada, suplente da direcção sindical do SPGL, membro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro – UTIB –
]]>Manuela Fonseca *
Algum tempo depois do inesquecível Maio de 68, li, em jornal ou revista da época, que um garoto, além-Pirinéus, tinha-se assim definido, em informação escrita aos docentes do Liceu, talvez em Paris.
Ao longo do tempo, imagino como seria o adolescente e o orgulho que teria nos pais. Quando fui madrasta (nem tenho medo da palavra nem acredito em bruxas), no fim dos anos setenta, e mãe, no início da década de oitenta e três anos e meio depois, pensei que os três rapazes também me caracterizariam como, em relação aos seus, o miúdo citado.
E isso aconteceu. Como terá ocorrido com tantos outros rebentos das gerações dos meus, felizes pela importância, no desenvolvimento humano, da profissão de instruir, aprender a ensinar, educar – que podiam dizer de alguém bem próximo.
Olho para o meu País e que vejo? Um povo ofendido, ultrajado, ameaçado, maltratado, nos seus direitos e com muitos já cortados, no quotidiano. Desempregados, operários, agrícolas e fabris, jovens a quem o Governo rouba, diariamente, as Esperanças e o Futuro; idosos, desassossegados pelas reformas, parcas, quase sempre, ou sonegadas, as mais altas, depois de dezenas de anos a contribuir para um resto de vida razoável.
Vejo enfermeiros, médicos, farmacêuticos, professores, artistas de toda a índole, estudantes, militares, elementos das forças policiais. Calculo, aliás, que pessoas de todas as profissões, desempregos e aposentações se encontraram, em uníssono, nas ruas, nos últimos meses.
E, como se nelas, os ilustres arquitectos Siza Vieira e Souto Moura falam, com clareza, perante um público de colegas e universitários a quem dizem que a profissão deles é inviável em Portugal.
No domingo, através da RTP – que se associou às Concentrações de artistas, estudantes de Artes e intelectuais – vi um colega que, no Porto dizia, quando a repórter lhe preguntou a profissão: “Precário. Professor precário há dez anos!”
Envergonha-me o descaramento com que o (des)governo faz pouco da honra dos profissionais do ensino, da nobreza da profissão ensinar, de educar e formar um Povo!
Tenho vergonha de ter esta gente, ignorante e atrevida, desconhecedora de Portugal e das suas necessidades, (des)coordenar o rumo, colectivo e individual, por que os nossos antepassados recentes tanto lutaram! E nós também: cada um como o conseguiu.
De esta gente se meter no avião, à nossa conta, falinhas mansas e cobardes junto dos detentores do capital. E os seus serventuários.
Vejo e oiço um povo a clamar, clamo com o meu povo, por mim, pelos entes queridos, pelos aflitos. E tenho orgulho, como católica, no Senhor Coronel e Bispo da Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira que, como homem de sensibilidade e de Deus, escuta os anseios e as ofensas dos oprimidos, qual Padre António Vieira na defesa deles.
Tenho orgulho em quase quatro décadas de docência, interrompidas por doença grave, tenho orgulho no “bichinho” do ensino que me impele ao parco apoio que posso dar ao SPGL e à UTIB. Tenho orgulho, nos meus colegas, mais velhos e mais novos, que elevam a profissão!
Tenho orgulho em Portugal e nos Portugueses, sejam eles de esquerda, de direita, do centro – gente de bem como eu. Tenho orgulho nas lições da nossa História. Tenho orgulho no que os meus filhos, enteado, neto pensarão de mim, dos colegas, dos outros profissionais e de todos os que são impedidos de fazê-lo, sob grande sofrimento.
Mais de 8000 professores sem trabalho em relação ao ano lectivo anterior; quem os desempregou tem consciência, para a viabilidade do País, da sua estupidez? Impossível. Ou grande malícia, consciente e subconsciente.
Mas o que é isto, gente sem dignidade nem norte, que disse uma coisa há bem pouco tempo e agora, às nossas cavalitas, pretende fazer-nos “num oito”? Mas não o consentiremos, o SPGL como nosso farol; outras organizações sindicais, tão corajosas como a nossa, a fazem o mesmo, a imensa parede contra gente sem Alma, bondade e discernimento cresce.
Tenho orgulho no que os meus filhos, enteado e neto pensarão de mim, tenho orgulho no que penso dos meus familiares e compatriotas. Tenho orgulho nos que, com sacrifício das suas vidas, nos levam para o caminho da convergência contra estes patifes.
Até eles nos deixarem de uma vez por todas, apelo à CGTP para que tenha sempre uma palavra de evocação, nas acções que organiza, para os muitos que, por motivos tão diversos – financeiros, de saúde, apoio a idosos e, ou, doentes, chantagem de patrões sem escrúpulos (tenho a alegria de ser amiga, desde a infância, de um dos melhores patrões e gestores portugueses) não podem, infelizmente estar na Rua.
Mas, tal como eu, continuam mobilizados contra estes usurpadores da Democracia, que, qualquer dia, fazem uma longa excursão. Que seja ao país do Bom Senso; fiquem lá em formação contínua.
(Estará ainda em exercício o tal cidadão francês? Será docente?)
* Professora aposentada, suplente da direcção sindical do SPGL, membro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro – UTIB –
]]>MANUELA FONSECA *
(Ao A., à J., a todos os colegas à procura de emprego)
Sinceramente, nem sei mais que pensar (e penso muito), escrever (disso faço alguma coisa) deste (des)governozinho de gente que não sabe o que é o mundo laboral, seja qual for a sua tipologia, e para aqui anda a leiloar-nos, a tentar amedrontar-nos, a encurralar-nos, a tirar-nos o pão, o salário, e, por consequência, a coarctar-nos na observação / absorção das Artes, lazer e convívio.
Vejo e oiço, através da comunicação social, o pânico dos compatriotas desempregados ou lá perto, sejam quais forem os escalões etários e as habilitações. Na minha família, entre os amigos, bem reparo na aflição por que esta gente torpe, à frente do País, como nos piores tempos da sua História, os faz passar.
O dinheiro que desaparece em casa, o patrão que fecha a porta, o empreendimento que já não é viável e faz perder esperanças no regresso à actividade laboral, as lágrimas que uma emigração inesperada, tantas vezes insegura e mentirosa, faz derramar, filhos adolescentes e mulher cá, o pai em Angola.
Colegas de “horários zero” (farão o favor de me explicar o significado da expressão?) andam, achincalhados, de escola em escola, na perspectiva de uma colocação, de um buraco – coisa estranha, de facto, um buraco no zero – que possa sustentá-los, enquanto o ministro da tutela perora em nome da transparência de postos de trabalho que nós sabemos sonegados. Não conhece Portugal, certamente.
Pois é esta terra com tantas lacunas educativas e formativas que,
subitamente, vê escolas fechadas, cursos desvalorizados, crianças de madrugada a caminho das aulas, como num rito sacrificial! De onde veio a tal pessoa, atrás referida, tão optimista, que vê certamente, com o binóculo ao contrário? Do espaço?
Vejo compromissos matrimoniais desfeitos ou perenemente adiados por causa dos ridículos, mesquinhos e desacreditados “horários zero” (que horrível designação! Não há um poeta que a glose? Que mais ainda para usar os docentes como objectos descartáveis – prestígio e autoridade perdidos junto dos alunos, das famílias, da Sociedade?) e em todos os sectores da nação que querem produzir.
Vejo pais, depois de dezenas de anos de trabalho honrado, não poderem gozar uma justa reforma – cada vez mais roubada, aliás – por causa da ajuda aos filhos que desesperam com a inactividade.
Vejo, pior ainda: os progenitores que não podem ajudar os filhos; vejo jovens e pessoas de todas as idades que, portadoras de doenças graves, não têm dinheiro que lhes permita o acesso regular, ou seja, o acesso, a tratamentos, distantes para as suas parcas bolsas.
Vejo os profissionais de saúde, competentes generosos, na generalidade, cada vez mais incomodados com a situação. E o ministro da tutela, com estas infelicidades máximas, poupadinho, muito poupadinho.
Mas afinal que filme de terror é este que, em Portugal, a maioria experimenta, na vida real, com se estivesse num aquário, ou numa pipeta gigante para, a partir deles, serem feitas mais malandrices: “horários zero” para os docentes? Uns tostões para os enfermeiros? As horas extraordinárias devidas aos médicos e outros técnicos da área da Saúde?
A Segurança Social “distraída” nos pagamentos? Os que nunca mais acabam o estágio de advogados devido a truques vários, do conhecimento público? Fábricas a encerrar a todo o momento? Estradas e pontes que metem medo e ficam a meio? Que importa tal ao (des)governo? Uma espécie de Pinóquio em multiplicação, candura de papelão nas afirmações públicas, cada vez mais tolas.
Colegas, senhoras e senhores: o tempo do salazarismo já lá vai, há muito. A corte de D. Manuel I ainda está mais longe. Que não se lembre, esta gente de reinventá-los! Somos democratas e temos a arma do voto. Enviemos, com ele, estes desqualificados (moral, pessoal, cívica, academicamente) para o “horário zero” da (des)governação.
Voltaremos a ter bons gestores da República (ora essa!) e os ignorantes de agora terão tempo, muito tempo de olhar para Portugal e aprender a fazer algo útil à comunidade lusitana; a reciclagem (ou, como dizia o meu saudoso Mestre Osório Mateus, noutro contexto, a “ciclagem”) far-lhes-á bem.
* Professora aposentada, suplente da direcção sindical do SPGL, membro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro – UTIB –
]]>Por
Manuela Fonseca*
Nota prévia: pensei em elaborar uma fábula, através da correspondência entre dois computadores, mal-educados, do ministério (1) da tutela. Mas para neste se entender melhor, mudei o propósito.
Quando era garota e fui aprender nas casas das denominadas “mestras”, senhoras que ensinavam as primeiras letras, números e desenhos, antes da Escola Primária, tive a sorte de duas jovens, da Grande Família Ferroviária – que constituía uma boa parte do Barreiro de então – morarem perto de mim e poder ir aprender com elas.
Transmitiram-me, muito bem, um pouco dos conteúdos que iria aprender, mais especificamente, dentro de algum tempo. A primeira delas explicou-me, também, que não deveria comer a pena com que escrevia no quadro de lousa que, com um banquinho, tinha levado. (Confesso que, antes dessa etapa da minha vida, me deliciei com vários objectos de utilizar na ardósia, no quintal da tia “Bá”.)
O convívio saudável com outras crianças, a delicadeza e “pulso firme” – como então se dizia – das duas primeiras faziam com que nós, os miúdos e miúdas, estivéssemos, em cada dia, à espera de algo de novo e bom que, entendê-lo-íamos mais tarde, nos ajudaria na formação e cidadania. Na altura só queríamos partilha de lanches, dos pequenos saberes, ver as mestras interessadas em nós e com livros engraçados que nos despertavam interesse.
O tempo dos quatro primeiros anos de Escola Oficial não me foi tão grato porque as professoras eram a representação de Salazar na aula mas, mesmo à maneira radical de direita delas, capitalizei interesses e conhecimentos que me permitiram chegar a outros lados.
No Liceu de Setúbal, os bons professores foram mais do que os outros e, ao escutá-los, encontrámos os alicerces e modelos que construíram parte das nossas vidas e nos prepararam ou para o mercado de trabalho, para a Universidade.
Os “Se Tôres” eram centro de atenção, locutores e interlocutores do que a Humanidade nos dava, símbolos de saber organizado que a Faculdade nos desenvolveria.
Os professores eram uma comunidade respeitada, trabalhadora, habitualmente exemplar, pilar de desenvolvimento e continuidade de Portugal, este tão amado Portugal que, hoje, é obrigado a seguir péssimos caminhos.
O 25 de Abril trouxe muitas mais escolas e formação, muitos alunos e etnias, unidas pela Escola, cimentadas na Língua Portuguesa e nas outras disciplinas, os docentes, em crescendo, como agentes locais e regionais de investigação, mediação de cultura, irradicação de iliteracias várias, da Educação Física à Informática.
A criação de novas Universidades e de Institutos Politécnicos parecia capaz de garantir novas gerações de portugueses, mais seguros de si próprios porque mais sabedores e, eventualmente, preparados para desempenhar funções, bem diversas, novas, algumas delas.
As coisas andaram assim, muito razoavelmente, no nosso País, até à “crise” causada pelos agiotas que dominam a Humanidade, com formas cada vez mais manhosas e sofisticadas de a assustar.
Portugal passa por uma delicada situação em que, entre os mais diferentes profissionais, os de educação e ensino são tratados com uma desconsideração, quiçá só pior quando o ditador mandava os docentes para as prisões políticas ou não lhes permitia o exercício da nobre actividade.
Agora temos, nos gabinetes ministeriais, uns títeres dos senhores da Aldeia Global, de mãos dadas com um trio de parolos que cá vêm quando apetece a quem aqui os pôs, uma espécie de vice-reis que não conhecem a nossa Língua, o nosso progresso, a nossa idiossincrasia, os nossos desmedidos sacrifícios, a desconsideração por que passam os que se dedicaram, por profissão, a formar outrem; gente que parece chegada de séculos anteriores, numa ridícula máquina do tempo emperrada.
Gentalha igual à dos tempos coloniais, que só sabem contar dinheiro e mandar roubá-lo a quem trabalha para pagar as vigarices que uns bandidos vão fazendo.
Escolas? – Fechem-se bastantes! Turmas? – Que se aumentem! Apoio a pessoas portadoras de deficiência, como se faz há décadas? – É muito caro. Estabilidade do corpo docente? – Mas para quê? Educadores de Infância e professores de todos os graus de ensino sem trabalho, quando devem fazer tanto – e querem-no – por Portugal? – Que andem por aí, desesperados, que na escravatura ainda era pior! Mas se eles só querem ter a constitucional dignidade de trabalhar? – A dignidade é diferente da nossa: como fizemos cursos superiores num mês, quanto menos mexermos na massa, melhor…
(Deve ser o que os figurões que andam a matar os portugueses, sejam serralheiros, médicos, pescadores, sapateiros, camponeses, lavradores, professores e tantos mais, perguntam, depois de ler, através da Comunicação Social, dificilmente, o que se passa. E dizem, numa espécie de treino para “falar” à população, as habituais bestialidades.)
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(1) A minúscula inicial da palavra não é, obviamente, uma gralha.
*Professora aposentada, suplente da direcção sindical do SPGL, membro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro – UTIB
]]>Manuela Fonseca*
O estado-unidense de origem europeia, extremoso familiar e Artista multifacetado, Ray Bradbury deixou-nos há dias – a comunicação social divulgou, amplamente, o seu falecimento, aos 92 anos, no dia 6 deste mês. 92 anos de uma vida cheia, em criatividade oferecida a várias formas de Arte de que a Literatura terá sido a mais célebre.
O primeiro livro que dele li, Fahrenheit 451 (1), deixou-me um gosto amargo por aquele futuro enunciado, ficcionado muitas décadas atrás, que, infelizmente, continua a ser metáfora e metonímia de sociedades. Obra habitualmente perto de mim, em dois exemplares distintos, o primeiro com a honra da capa de Lima de Freitas, a partir de duas imagens do filme homónimo que François Truffaut – precocemente desaparecido – realizou com a habitual mestria e a tradução de outra figura, Mário Henrique Leiria.
E volto a ler, na página não numerada, ela própria já indiciadora da história, na folha anterior à Primeira Parte, na única informação que contém:
“Farenheit 451
a temperatura a que um
livro se inflama e consome…”
As palavras e o número, pequenos, pautados pelo vermelho, introduzem-nos, de imediato, na narrativa que conota fogo, sangue, sofrimento, repressão, resistência popular.
A longínqua primeira leitura deu-me uma noite branca: estupefacta, na senda das poucas personagens que comunicavam, clandestinamente, em viagem, a língua como utensílio primeiro do entendimento como cidadãs, disfarçada, tal como, nos lares, os livros.
Fiquei estarrecida pelo cenário que envolvia os intervenientes; pela terra e pelo ar, criminosos estatais, vestidos de negro e com capacetes e mangueiras que poderiam figurar a actividade de bombeiro, eram presa e mão armada do regime, totalitário, que os obrigava a queimar livros: à mais leve denúncia, saíam para os carros de combate à Leitura e Cultura e entravam pela casa de cada Resistente, numa orgia destruidora, os lança-chamas assestados aos livros, as folhas consumidas, num ápice de horror.
Familiar de um tarrafalista, neta e sobrinha de outros presos políticos, vivi a obra como se fora verídica: a humilhação de outrem por recusar ser autómato de vivências inúteis, mentirosas, perigosas.
Humilhação levada às consequências mais extremas – quem não saía do pé dos preciosos livros que tinham sido escondidos, era, quando descobertos aqueles, imolado, na companhia das folhas de papel que se transformavam em negras cinzas, como uma senhora, rapidamente extinta pelas labaredas, em autêntica carnificina nazi.
Enquanto isto, as pseudo-escolas serviam para se fazer uns gatafunhos, apenas ilustrativos de brutalidade.
O povo nem sentia ou pensava. As paredes das suas casas, sufocantes, emitiam espécies de filmes cujas personagens eram a “família” e para quem as mulheres, numa alienação confrangedora, caso se juntassem na casa de uma delas, emitiam sons.
Chegou a manhã, a minha, aflita, numa réstia de esperança para algumas personagens, foragidas, que decoravam e interpretavam, em regiões de caminhos-de-ferro desactivados, falas, literárias e filosóficas, para a passagem do testemunho a outras, tão corajosas como elas, que, igualmente, ficavam a viver em condições precárias, a Dignidade acima de qualquer coacção, inconformadas com uma sociedade imbecil, maldosa, destrutiva.
No filme homónimo de François Truffaut, na evocação da poderosa obra de Bradbury anda-se nos dois sentidos, junto aos “trilhos” – palavra do livro – nos nobres trabalho e dever de preservar a Língua, a Cultura, a Sabedoria.
No livro, “Montag” (2) – um ex-bombeiro que vai, sob grande risco, seguir o caminho, difícil, do Bem – “sentia em si o lento remoinho das palavras, as suas lentas vibrações. E quando a sua vez chegasse, que poderia dizer, que poderia oferecer (…)? Um tempo para guardar silêncio e um tempo para elevar a voz.” (2)
Desde que li Faherenheit 451, tive uma lição no meu percurso de vida; sou como uma personagem saída do filme, – qual em Woody Allen, na Rosa Púrpura do Cairo – e logo animizada. E luto, com os meus fracos préstimos, para que o meu Povo não saia das folhas do livro, do ecrã, maior ou mais pequeno, com a coluna vertebral menos direita, a reflexão esvaída, a mente exaurida, o corpo cada vez mais doente.
(Sim, continuo a ler e a reler o livro e o filme homónimo para que, entre outras obras, me ajudem a ser o que sou, a estar no meu lugar, no combate contra as canalhices! E sei que estou muito bem acompanhada.)
Portugal (quase) amorfo pelo que um poder – despudorado com ele e serviçal com os seus “senhores” – lhe tem, descarada e paulatinamente feito: atentados e conspirações contra direitos adquiridos, a informação jornalística, cortes de direitos laborais e o direito ao trabalho – todos “bondosos” e legais”, claro – na assistência social, na saúde, na educação, na habitação decente, no roubo de subsídios, na sonegação de apoio aos mais carenciados e solitários que morrem sozinhos, por certo em grande aflição.
Até tem havido, caros colegas e leitores, perseguições e prisões de sindicalistas, agressões a manifestantes que, nas ruas, lutam por um País Feliz.
Até os que desempenham a profissão de jornalista e os que, casualmente, passam junto dos Indignados, são batidos, atemorizados, achincalhados – por sua “causa”, obviamente.
Em suma: combate de cobardes cobarde, contra a maioria dos Portugueses, nunca mais tão Desenvolvida, como, há quase quatro décadas – que vergonha para quem tão mal tem gerido o País! – o Programa do MFA preconizava.
Que essa gente que manda (?), tão agressiva com a população e tão sorridente e obsequiosa com Merkel & C.ª, fique sabendo que li / lemos muito, actuei / actuámos alguma coisa (já no tempo do Salazar o fazia / fazíamos), escrevo / escrevemos alguma coisa, no sentido de nos deixar em paz e devolver Portugal aos Portugueses.
Essas insensíveis pessoas têm dívidas aos aliados e amigos? Paguem-nas! Corram, nos seus transportes de luxo, tirados ao erário público e vão, depressa, para junto deles!)
Mas deixem-nos e às nossas finanças em paz!
(Obrigada, Ray Bradbury e François Truffaut.)
* Professora aposentada, suplente da direcção sindical do SPGL, membro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro – UTIB –
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Referências
(1) Fahrenheit 451. Lisboa, Livros do Brasil, s/d, 194 [+ 3] pp..
(2) Idem, p. 195.
]]>Manuela Fonseca *
No domingo, a Académica / a Briosa ganhou a Taça de Portugal em futebol e o Expresso sintetiza muito bem o que se viu: “Ao minuto 43 do jogo entre a Académica de Coimbra e o Sporting, na final da Taça de Portugal, os estudantes, trajados a rigor, posicionados no topo sul, levantaram várias faixas com inscrições de protesto.
‘Quero direito a um futuro’, ‘Mãe, estou no desemprego’, ‘Propina mais alta da União Europeia’, ‘Marinho paga-me as propinas’ (acrescento que o citado jogador foi o que deu a vitória à equipa coimbrã, com um golo, precoce e solitário), ‘11 mil bolsas de estudo a menos, ‘Investir na Educação é investir no futuro’ foram os recados deixados ao governo de Pedro Passos Coelho.” (1)
Acontece que tal governo (se alguma vez crescer, designo-o com maiúscula inicial) estava pouco visível nos cadeirões do Estádio do Jamor; pelo menos, as suas figuras mais badaladas (habitualmente por péssimas e duvidosas razões) devem ter-se eclipsado e não acompanharam a 2.ª do País, a Dr.ª Assunção Esteves, tão simpática e desembaraçada na entrega do símbolo vencedor como nos trabalhos que, na Assembleia da República, dirige.
O eclipse desses, os protestos, justos, dos estudantes que acompanharam a “Briosa”, certamente em nome de tantos milhares, em Coimbra e noutros locais, trouxeram-me, imagine-se, à memória / recordação a última final em que a Académica tinha descido a Oeiras, em 1969, e só faltou que os bacocos fascistas impedissem a final, tais as restrições que impuseram, dentro e fora das quatro linhas aos estudantes, em indignado protesto.
Várias vezes pensei que os dois golos do Eusébio que deram a vitória ao Benfica talvez tenham impedido mais violência sobre tais jovens.
Se a Académica tivesse sido a vencedora, em momento, tão delicado, da luta contra o fascismo, que teria acontecido?
Leitora habitual de periódicos desportivos, eis o que, entre outras coisas dedicadas a tal jogo, li no Record: “‘Fomos proibidos de vestir de branco (sinal de luto académico), depois usámos uma braçadeira e também nos proibiram, de seguida colocámos uma fita no símbolo e também nos proibiram, até que decidimos entrar a passo para o jogo’, relembra, com emoção, Manuel António.” (2)
Foi-me penoso ter presente o desafio que, há tanto tempo, suspendeu Portugal, tanto anos depois do 25 de Abril.
Porque, infelizmente, há várias condições, agora, semelhantes a essas: os estudantes em luta, o desemprego galopante, a ida, forçada, sem condições, para outros países, à procura do sustento, a miséria a bater cada vez a mais portas, idosos abandonados, os serviços de saúde, assistência, lazer e escolares cada vez mais desautorizados e depauperados.
E os governantes, com insuportável língua de pau, sem respostas sérias, económicas, políticas, de cidadania; em síntese: sem respostas.
Língua de pau, veja-se, dos que detêm o poder e deveriam ser os primeiros a lutar pela melhoria de vida dos compatriotas que, para isso, os elegeram.
(Pobres as pessoas que neles acreditaram e votaram, na expectativa de tempos com menos ladrões de colarinho branco, mais coragem junto das entidades financeiras, mais justiça social, um futuro, com início já, o bem-estar de todos como desígnio.)
Voz grossa dos (des)governantes para prestadores de cuidados e quem os recebe, nas fábricas, junto dos jornalistas, em manifestações de rua onde cada um é o culpado de cargas policiais estúpidas – dizem relatórios, apressados e mal-amanhados.
E, milagre virado ao contrário: vozes fininhas com os representantes da agiotagem internacional, num servilismo tão descarado de quem as faz, na defesa dos interesses dos tubarões.
Assim se actualiza, minuto a minuto, O Sermão de Santo António aos Peixes. Que nada deve dizer a quem só conhece números que fazem o pino; tem alguma importância que os grandes comam os pequenos?
A Poesia, então, deve ser uma anormalidade: “Na origem, a poesia era uma disciplina da magia. Servia para encantar. Continua a ser assim, embora, no sentido literal, poucas pessoas ainda exercitem essa antiquíssima arte.” (3)
Na nossa área, as malfeitorias a educadores, crianças, professores e alunos de todos os graus de ensino, bem com aos funcionários que os apoiam mostram bem o que move tal gente: o que estará, ainda, para sair da cartola destes ilusionistas de baixo coturno?
E que dizer da voz de rouxinol que inventaram para lidar com os exploradores? Só faltam gargarejos com mel e infusões de casca de cebola para melhor afinação daquelas, nos diálogos com quem nos rouba os bens, simbólicos e materiais, direitos, tão suados, sossego dos mais velhos, expectativas!
(Nem uma palavra, cobardes, em relação aos triliões de euros, escondidos, ou talvez não.)
Em Espanha, Sindicatos Docentes, Associações de Estudantes, representantes das Associações de Pais encheram as ruas de várias cidades na exigência de escolas dignas, respeito por mestres, formandos e progenitores.
No Canadá, luta-se, nas ruas, contra a subida das propinas em setenta e cinco por cento nas Universidades do Quebeque.
Setenta e cinco por cento!? Será para pagamento através de dinheiros de casinos? Ou para os rapazes e as raparigas, oriundos das camadas populares, deixarem matrículas e cursos?
(Certamente a maioria dos que abarbataram a Aldeia Global está em concurso de disparates com o objectivo de o pior ficar com um chorudo “prémio”!)
Estas situações (des)governamentais, cá e lá, não são só propostas, atitudes e actos de classe: anexam, também, a estupidez à falta de brio.
Em Portugal, os Sindicatos – de Professores e de outros sectores – não estão a dormir, ó rebaixados à “troika”!
E os Senhores Deputados da Oposição devem, em S. Bento, desmascarar tudo o que o actual poder quer de nós. Sem a mais pequena hesitação. Podem e devem ler bem o que o Sr. Hollande tem afirmado e apreender as razões de, tão depressa, ser uma réstia de esperança a unir-nos.
E estimular os que estão sentados nos lugares governamentais a olhar para quem pede esclarecimentos ou fala.
(Façam como a Académica: mexam-se!)
* Professora aposentada, suplente da direcção sindical do SPGL, membro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro – UTIB
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Referências
(1)
https://expresso.sapo.pt/taca-estudantes-protestam-contra-politicas-do-governo=f727377, consultado em 21/3/2012.
(2)
https://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/academica/interior.aspx?content_id=688465, consultado em 21/3/2012.
(3)
José Eduardo Agualusa, “Os Meus Personagens /Encantamentos”, p. 16 in Ler (n.º 113, Segunda Série). Lisboa, Maio de 2012, 96 pp..
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