Apresentação do “Um Número é + que 1 número”

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Apresentação do meu livro “Um Número é + que 1 Número” em Coimbra, Estação Elevatória de Coimbra – Biblioteca Carlos Fiolhais, na próxima terça-feira, dia 7 de Outubro, pelas 14:30. A apresentação contará com uma introdução do Prof. Carlos Fiolhais e com uma pequena palestra minha sobre “A Odisseia da Matemática: Do Macaco à Inteligência Artificial”. Apareçam!

Localização: google maps

Nova publicação: “Um Número é + que 1 Número”

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Publiquei um novo livro: “Um Número é + que 1 Número”, “uma viagem à descoberta da beleza da Matemática”!

Podem encontrá-lo no Grupo Editorial Divergência, na Wook, na Bertrand e na Fnac.

Sinopse:

Um mais um foi, é e será sempre igual a dois. A Matemática transcende as fronteiras do espaço e do tempo! A abstracção permite-nos generalizar. Podemos contar árvores, livros ou estrelas: os números são sempre os mesmos e têm sempre as mesmas relações, independentemente do que representem.
Um número é mais que um número e a Matemática é mais que uma mera ferramenta para fazer contas. A Matemática é a arte de pensar com rigor. É isto que procuramos descobrir neste livro.
Na primeira parte damos um passeio pelos números. Que “tipos” de números existem? Damos destaque ao número de ouro, um número que parece emergir onde menos se espera.
Na segunda parte focamo-nos em probabilidades e estatística. Descobrimos como ganhar o Euromilhões e clarificamos a dificuldade em estabelecer eleições democráticas.
Na terceira parte mergulhamos no mundo dos paradoxos e noções contra-intuitivas. Por exemplo, é possível demonstrar que existem pelo menos duas pessoas em Portugal com o mesmo número de cabelos. Como? Sim, excluindo os carecas…
Na quarta e última parte aventuramo-nos a admirar o poder demonstrativo da Matemática. É um superpoder que mostra que a Matemática é descoberta e não inventada. Ninguém inventou o Teorema de Pitágoras e ninguém inventou existirem infinitos números primos: demonstrou-se serem verdades emergentes do mundo abstracto das ideias.
Será que este livro é para si? Será demasiado difícil ou demasiado fácil? Desafiamo-lo a descobrir!

Irei apresentar o livro lá mais para Setembro/Outubro, de forma a evitar o período de férias. Os locais de apresentação ainda não estão confirmados, mas possivelmente será em Lisboa, Coimbra e Aveiro.

Marinho Lopes

Existencialismo – CC(16)

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A décima sexta aula do Crash Course de Filosofia foca-se no Existencialismo, com especial destaque para as ideias de Jean-Paul Sartre:

A aula começa com a questão: o que dá sentido à tua vida? Será o significado da vida algo nato? Na Antiguidade Clássica julgava-se que sim. Platão definiu o conceito de essência, que é um conjunto de propriedades que são necessárias (ou “essenciais”) para definir uma coisa como sendo ela própria. Por exemplo, uma faca é definida pela composição de uma lâmina e uma pega. Ser uma pega metálica ou de madeira não é essencial. Removendo uma dessas propriedades a coisa passa a ser algo diferente: uma faca sem pega é só uma lâmina, não é uma faca. No caso dos humanos, Platão acreditava que cada indivíduo tinha uma essência e que esta estava atribuída ao mesmo ainda antes deste nascer. (Recordo que Platão acreditava em almas imortais.) O significado da vida era então encarado como o descobrir dessa essência intrínseca e de viver de acordo com ela.

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A Aposta de Pascal – CC(15)

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Na décima quinta aula do Crash Course de Filosofia vamos conhecer o Pragmatismo, com particular foco na famosa Aposta de Pascal.

O Pragmatismo defende que a utilidade é mais importante que a verdade. Isto é, um pragmático prefere ter crenças que lhe sejam úteis na sua vida, independentemente se são verdadeiras ou falsas. Blaise Pascal (1623-1662), matemático, físico e filósofo francês, era um pragmático. Era também um crente em Deus. Para ele, crer em Deus poderia ser encarado como uma escolha pragmática. Conheçamos a sua Aposta.

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Teorias da conspiração e responsabilidade epistemológica – CC(14)

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Na décima quarta aula do Crash Course de Filosofia debruçamo-nos sobre a responsabilidade que temos por termos as crenças que temos.

Em 1998 foi publicado um estudo que indica haver uma correlação entre vacinas e autismo. O resultado do estudo não era válido, a correlação não existia, mas ainda assim o alarmismo propagou-se e as consequências ainda se fazem sentir 25 anos depois, com doenças que tinham sido erradicadas com a vacinação a voltar (como o sarampo). Nós, que sabemos isto, que responsabilidade epistemológica temos? Isto é, que responsabilidade temos tendo em conta que dispomos deste conhecimento?

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Porque é que existe Mal? – CC(13)

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Na décima terceira aula do Crash Course de Filosofia perguntamo-nos porque é que existe Mal? Ou melhor, como é que Deus, se existir, pode permitir o Mal?

Na última aula falámos da definição de Deus e de alguns problemas em defini-lo como omnisciente, omnipotente e omnibenevolente. Um dos problemas mais óbvios é o Problema Lógico do Mal: se Deus sabe tudo, o seu poder não tem limites e se é perfeitamente bom, porque é que existe Mal? Com “Mal” estamos a referir-nos tanto a coisas causadas pelo Homem (como sejam genocídios) como a catástrofes naturais. Se Deus existe, porque é que permite isso tudo?

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Quem é Deus? – CC(12)

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A décima segunda aula do Crash Course de Filosofia aborda a questão da caracterização de Deus. Como é que Deus é definido e quais as consequências dessa definição?

Nesta aula fala-se em particular do Deus sobre o qual os filósofos ocidentais do passado se focaram, isto é, o Deus dos judeus, cristãos e islâmicos. Na sua definição, os teólogos pensam neste Deus como sendo “omni” em vários sentidos:

  • Omnisciente – Deus sabe tudo, não há nada que lhe escape;
  • Omnipotente – Deus tem o poder de fazer tudo, nada lhe é impossível;
  • Omnibenevolente – Deus possui uma bondade perfeita em todos os sentidos;
  • Omnitemporal e omnipresente – Deus está em todo o lado e em todos os momentos do passado, presente e futuro.

Todas estas características foram inventadas por teólogos. Nada disto vem na Bíblia ou noutro texto sagrado. Porquê defini-Lo desta forma? A ideia terá sido: Deus é perfeito e, como tal, não pode ter limitações. Quais as consequências lógicas desta definição?

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Design Inteligente – CC(11)

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Na décima primeira aula do Crash Course de Filosofia aborda-se a noção do “design inteligente”, o argumento de que Deus é a única justificação possível para que tenhamos o mundo fantástico que observamos:

Na décima aula apresentaram-se os primeiros quatro argumentos de Tomás de Aquino, sendo que o quinto (e último), o chamado argumento teleológico é o argumento do “design inteligente”. O argumento foi popularizado pelo teólogo e filósofo britânico William Paley (1743-1805). É talvez o argumento mais usado na actualidade para defender a existência de Deus.

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Os argumentos cosmológicos de Aquino para a existência de Deus – CC(10)

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Na décima aula do Crash Course de Filosofia discutem-se os argumentos que Aquino apresentou como provas da existência de Deus:

Tomás de Aquino (1225-1274) foi um frade italiano que teve uma forte influência na Filosofia Escolástica. Aquino discordou com os argumentos propostos por Anselmo para a existência de Deus, mas propôs cinco novos argumentos que, segundo ele, provavam a existência de Deus. (O leitor também pode concordar com a conclusão de que Deus existe e, ainda assim, pode discordar destes e de outros argumentos a favor da sua existência, claro. O importante aqui é compreender porquê.)

Esta aula foca-se nos primeiros quarto argumentos de Aquino, os chamados Argumentos Cosmológicos. Têm esta denominação por serem baseados em observações do mundo natural. Passemos a conhecê-los.

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A existência de Deus – o argumento de Anselmo – CC (9)

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Na nona aula do Crash Course de Filosofia debruçamo-nos sobre Deus:

A aula começa com uma distinção entre a Filosofia da Religião e a Teologia. Não são a mesma coisa porque a Teologia assume a existência de Deus (e foca-se nas consequências), enquanto que a Filosofia da Religião discute essa suposição e tenta perceber se de facto existe Deus ou não (e não só).

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