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Volto ás leituras, entre almoços e jantares e conversas aqui e ali.
Hoje este livrinho que é uma nova leitura de Castoriadis e também de Baudrillard, os dois do meu gosto e muitas leituras.
A arte, a sua definição, a sua origem e função, a sua estética, que foi aliás tema também hoje ao almoço com um velho amigo, em que contámos o episódio da recolha por um funcionário como lixo de uma "parvoeira" ou melhor de um saco de supermercado com jornais velhos e latas tido por ele como lixo. Valia uns milhares de euros... foi para o aterro...
O desastre urbano levou-me em imaginação a muitos locais, Curitiba, Brasília, mas também Bruxelas, ou Amsterdão, ou ás ilhas, a tantas.
um livrinho para ler e ajudar a pensar.
Labels: Baudrillard, Castoriadis, Latouche, Livro
¶ 7:00 PMEnquanto não termino o livro em posta anterior leio de um ápice este:
que é algo fraudulento, mais de metade é um capítulo do livro de Gary, no restante pouco mais do que já está em anterior livro de Krtolica, aqui já referido.
Interessante a menção de Hans Jonas sobre a vida coincidência entre um facto natural e um valor ético entre e ser e o dever, il y a la vie e il faut la protéger.
Labels: Krtolica, Romain Gary
¶ 11:57 AMUma personagem de excepção, que neste livro descubro com uma enorme religiosidade, inclusivé cheia de contradições com outras propostas da mesma:
só a verdade, que no conceito de S.W. é a descoberta, real ou não, de Deus pode iluminar o conhecimento, e que quando não há pensamento ele não é livre*....como quando o jornalismo se confunde com a organização e difusão da mentira....e quanto à imparcialidade dos juízes? pois devem acostumar-se à verdade....
Além dessas tiradas diz-nos que não há (e continua a não haver!) definição de classe social, nem em Marx e sobre a soberania das nações estamos também falados... só existe a do Estado
E registo com muito agrado as "petites histoires" exemplares das páginas 183, 236, 247, 287 e 319, entre outras, os exemplos são a base da pedagogia
além de que o dogma do progresso desonra a vida (o bem!) por ser uma questão de moda
* mas também nos diz que o espírito da verdade está totalmente ausente da vida religiosa
Labels: Raízes, Simone Weil, Weil
¶ 11:49 AMOntem em Mérida realizámos uma sessão para apresentação do livro e falar das mentiras da nuclear. Entre elas Chema referiu as que estão neste artigo:
carregar para melhor leitura. Numa simpática associação, apesar do dia "esquisito" de tempo a sala estava cheia e houve muita participação. Depois fomos 9 cidadãos a um soberbo jantar. Ficam as pontes feitas para fechar Almaraz, que como o primeiro ministro espanhol disse, tem um acordo de "cierre" que é para cumprir!Labels: Almaraz, Amanecer sin Almaraz, nuclear
¶ 11:22 AMNa véspera da sessão em Mérida nada como uma revisão, onde apreendemos coisas novas e mais dados relevantes, desde a mineração ao tratamento dos resíduos, passando pelos processos de enriquecimento e também a própria produção, a aquecimento da água até ao vapor, que também liberta radio isotopos. Um dos especialistas independentes da CRIIRAD que vale a pena dar atenção. Contra os pretensos cientistas e o poder da hegemonia.
Labels: Chareyron, hegemonia, nuclear, Tecno-cientificismo
¶ 5:32 PM38,5 % de abstenção. 2,2 % de votos expressos brancos ou nulos. Esses são os resultados que não podem, nem devem ser escamoteados.
Na 2ª volta vão aumentar.
Labels: Presidenciais
¶ 12:03 AMOntem estive no Ateneo de Badajoz na apresentação deste livro:
que hoje li de um trago. Um levantamento excepcional de um acidente nuclear que podia, podia ter corrido muito mal. Não fora os heróis que tem a palavra neste livro, assim a análise enquadradora do Julio Perez e hoje toda essa zona, e com consequência peninsulares, podia ser uma terra de ninguémE porque razão tudo isto é silenciado, porque razão não há nenhum reconhecimento aos heróis, que sem planos, sem mandos, sem nada no papel, conseguiram debelar uma situação que poderia ter sido um Chernobyl na Catalunha.
Pois a razão é muito simples, a nuclear é um indústria de mentiras e segredos e trapaças. Reconhecer o heroísmo era confessar que essa fabrica de fazer pôr água em ebulição, fissionando o átomo, nãpo é uma fabrica de conservas mas algo, muito, muito perigoso.
Irei escrever um texto sobre este caso.
Mas aqui, com um grande bem haja ao Julio Perez, para já dois excertos do seu livro:
e este:
claro que faltam muitos outros, e não esquecemos Palomares!
Labels: Chernobyl, nuclear, Vandellós
¶ 6:12 PM






