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Serpente Emplumada
Um espaço para expressar, conhecer e reflectir as mais altas, fundas e amplas experiências e possibilidades humanas, onde os limites se convertem em limiares. Sofrimento, mal e morte, iniciação, poesia e revolução, sexo, erotismo e amor, transe, êxtase e loucura, espiritualidade, mística e transcendência. Tudo o que altera, transmuta e liberta. Tudo o que desencobre um Esplendor nas cinzas opacas da vida falsa.
O CAMINHO DA SERPENTE
"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".
"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"
- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente
Saúde, Irmãos ! É a Hora !
domingo, 11 de abril de 2021
"VOZES DO PENSAMENTO" e o "25 de Abril", por Isabel Rosete
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Native People and the Environment / Os Povos Nativos e o Ambiente
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Restos de Colecção: Contacto do Autor do Blog
Restos de Colecção: Contacto do Autor do Blog: Autor: José Leite e-mail: jal2684@gmail.com e também ... ...
terça-feira, 25 de outubro de 2016
«Quando nos referimos a este homem de Melo, de ar calmo, absolutamente sereno, olhando para o Mundo ao mesmo tempo que observa o interior de si-mesmo, jamais poderemos deixar de o mostrar como uma excepção: no seio da Literatura Portuguesa assumiu a difícil e ingrata vocação de denunciar a morte da palavra, a arte do homem no pensamento contemporâneo. Remou contra a maré como os profetas. A sua voz isolada - apesar do anúncio da morte de Deus e da morte do Homem - não se olvidou de afirmar o valor do ser humano e a grandeza das suas manifestações, erguendo, no entanto e sempre, a dúvida, postura que o tornou particularmente incómodo entre os intelectuais portugueses.(...)
Isabel Rosete
https://birdmagazine.blogspot.pt/2016/10/destino-e-morte-das-palavras-em.html
terça-feira, 11 de outubro de 2016
BIRD Magazine: DO RUÍDO E DO SILÊNCIO, por Isabel Rosete
terça-feira, 27 de setembro de 2016
BIRD Magazine: VERGÍLIO FERREIRA N’OS CAMINHOS DA INTERROGAÇÃO, por Isabel Rosete
terça-feira, 30 de agosto de 2016
BIRD Magazine: «A POESIA E AS “VOZES DO MEU PENSAMENTO”»
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
"DA ARTE E DO ARTISTA", por Isabel Rosete
«AS VOZES DA FILOSOFIA E DA POESIA, DAS ARTES, AS MINHAS E AS DE ALGUNS OUTROS (poucos, infelizmente), NUNCA SE CALAM! SEMPRE DIZEM A VERDADE/REALIDADE QUE, À SUPOSTA NORMALIDADE E AO DITO POLITICAMENTE CORRECTO, NÃO CONVÉM.
VIVA A "ANORMALIDADE"! VIVA A SAUDÁVEL "LOUCURA" DA RAZÃO DESPERTA!»
Isabel Rosete
segunda-feira, 18 de julho de 2016
BIRD Magazine: TÓPICAS DO TEMPO, por Isabel Rosete e IR [1]
quinta-feira, 5 de maio de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
Isabel Rosete, livro "FLUXOS DA MEMÓRIA", de Isabel Rosete
sábado, 23 de abril de 2016
Isabel Rosete e Fluxos da Memória
1. Drª Danuia Pereira Leite
apresentando-me como pessoa, como profissional da Filosofia e da
Poesia, entre- Culturas, face ao conteúdo manifesto deste meu/quiçá
vosso livro "FLUXOS DA MEMÓRIA", no seu segundo lançamento, no Instituto
de Ciências do Som e Bioterapias, da qual é Presidente e pela qual
recebi este gentil convite;
2. Rosete Cansado
apresentando-me como pessoa, como amiga, mana e como profissional
destas áreas, em coligação com as nossas almas (gemias) pensantes e de emoções autênticas;
3. Carolina Martins lendo um dos poemas desta obra, manifestando o amor que nos nutre e a Filosofia que nos aproxima;
4. Revelando-me contra a falta de honestidade intelectual, contra as
fraudes/ausência de transparência da TV ("5 Para a Meia Noite", Marta
Crawford, RTP1), contra a hipocrisia, as máscaras, em nome da Verdade e
da Justiça, as quais devem sempre imperar, seja qual for o preço a
pagar, em nome da Identidade genuína. Declamando, igualmente, alguns dos
meu poemas sobre estas temáticas;
5. Uma "declaração de amor" do Professor Doutor José Zaluar
face à minha poesia/filosofia, que também diz NÃO, comparando-me com
Natalia Correia (que grande responsabilidade que carrego com muita
satisfação), uma das minhas Musas.
Bem-hajam pelas vossas intervenções, meus queridos amigos/leitores, por tanto carinho, por tanto me fazerem sentir lisonjeados!
Isabel Rosete
Isabel Rosete
Saudações filosófico-poéticas,
Isabel Rosete
segunda-feira, 4 de abril de 2016
BIRD Magazine: CELEBRANDO OS 100 ANOS DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO F...
terça-feira, 8 de outubro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
SE BEM ME LEMBRO
EM 73 NO CHILE
HOUVE UM ONZE DE SETEMBRO
NÃO SÓ NO CHILE
EM TODO O MUNDO DESDE SEMPRE
HOUVE E CONTINUARÁ A HAVER
ONZES DE SETEMBRO
E VINTE E CINCOS DE ABRIL
MAS ESTE NO CHILE
EU BEM ME LEMBRO
ROUBOU-NOS DOIS POETAS
DE QUE EU GOSTAVA MUITO
:
PABLO NERUDA E SALVADOR ALLENDE
VOLVIDOS VINTE E OITO ANOS
- TUDO SE REPETE - POUCO OU NADA MUDA
EM NOVA YORK CAEM DUAS TORRES
QUEM SABE PARA VINGAR AS MORTES
DE SALVADOR ALLENDE
E PABLO NERUDA
SE BEM ME LEMBRO
DITAS GÉMEAS
RECONHECIDAMENTE
AS MAIS RICAS DO MUNDO
CONTUDO
SE MUITA GENTE AINDA HOJE CHORA
O ONZE DE SETEMBRO DE NOVA VORK
COMO UM DIA TRISTE, DESUMANO - VIL
SE BEM ME LEMBRO
A HUMANIDADE O QUE MAIS DEPLORA
É O NEGRO ONZE DE SETEMBRO
QUE EM 73
PARA TODO O SEMPRE
ENLUTOU O CHILE
terça-feira, 13 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
E EU
vivo no campo
- a 2 quilómetros da Aldeia
da minha Aldeia
a 7 da Vila
a 20 da Cidade
vivo a não mais de 150
quilómetros de Lisboa
- que é a capital de Portugal
como o Mundo é pequeno
- acabo de confirmar:
não mais de 200 países como Portugal
a despeito da China e da Índia
e da Rússia
e dos Estados Unidos da América
- não mais de 200 países como Portugal
há quem já os tenha percorrido a todos
dado a volta ao Mundo
onde cabem estes 200 países
é aquilo a que chamamos
World
Earth (?)
Monde
Mundo
uma frágil bolinha de sabão
pronta a esvair-se
ao menor grão de areia
que lhe surja no percurso
já Universo é coisa bem maior
é noite
-paro o carro junto à casa onde moro
como sempre virado para Norte
à minha frente a Ursa maior
um pouco à direita
à minha mão direita
a menos de um metro de distância
a simpática W/Cassiopeia
atrás de mim - nem preciso olhar para saber -
um extenso ligeiramente encurvado rabo-de-gato - a nossa Via Látea-
com ninguém sabe quantos milhões de estrelas como o Sol
não sei quantos milhares de milhões
de planetas
como este nosso a que chamamos Mundo
ainda à direita - e mais alto do que o binómio
Ursa Maior-Cassiopeia
o caracol de Pastelaria
a que em boa hora deram o nome de
Andrómeda
que eu já vi
duas ou três vezes
enrolada na sua bela pequenez
sem sair do carro
penso em como tudo isto é belo
e ridiculamente pequeno apesar de tudo
não há Lua
Marte fulge
por cima da cumieira do Monte
abro a porta do carro
saio
viro-me rigorosamente para Norte
sou intransigento nisso
abro o fecho-eclaire das calças
esboço um sorriso
mijo
segunda-feira, 29 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
sete fêmeas e dois machos
- elas, duas brancas
três tartarugas
uma indefinida e uma preta
eles, machos,
um amarelo tigrado
o outro - pardo
dos machos
com o andar do tempo
veio um branco não sei de onde
que após muita porrada
expulsou em definitivo
o pardo
e o amarelo
passaram
a ser só oito à hora da comida
só oito
até que uma das tartarugas deu à luz
3 amarelos
outra tartaruga
pariu 4 brancos - com as extremidades amarelas
- um dos quais desapareceu
nas múltiplas mudanças
a que a mãe os sujeitou
a preta pariu três
-cada um de sua cor - um preto
um branco
um amarelo
há ainda uma tartaruga
e uma branca por parir
de qualquer modo
são agora 9
mais 9 além dos nove iniciais
(8 desde que o branco chegou
e expulsou o pardo e o
amarelo)
são agora portanto
- para mal de meus
orçamento e vida -
17 gatos
à hora
da comida
quarta-feira, 17 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
gosto
gosto do teu sorriso
gosto quando lês em voz alta
gosto quando falas de história
gosto quando me dás a ler
gosto quando me levas ao cinema
gosto quando te irritas
gosto quando me dizes não
gosto de ver o tejo contigo
gosto do que não gosto
gosto da tua impaciência
gosto da tua generosidade
gosto da tua resistência
gosto da tua janela florida
gosto dos teus livros espalhados
gosto da tua musica
gosto da tua mão nos meus ombros
gosto do teu beijo na minha testa
gosto de ti assim
como és
sábado, 6 de julho de 2013
lagartos ao sol
Na areia - lagartos ao sol.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
desejo
terça-feira, 2 de julho de 2013
alentejo
e fico nua
Febril em mim, habitas
Antes,
a antiga sorte
da tua ausência.
Agora sem ti
sou tua
domingo, 30 de junho de 2013
E se
- Vamos viajar os três! Basta-nos sentir os pés nas nuvens e cheirar o ar do céu...
De braços abertos percorríamos a sala e o chão deixava de existir.
- E se, o Tejo fosse a água que separa Niteroi da Guanabara...
E se, era semear em terra fértil.
“– «Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,
Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que para o Pólo Antártico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende. (...)” *
A vida desperta em cada instante, no Cabo das Tormentas a Boa Esperança.
E se, a vida fosse este ar puro, que por vezes inspiro em cada beijo, e nutre o meu desejo de atravessar o cabo para poder respirar?
Em cada uma das nossas mãos, liberdade. Descansávamos nas estrelas e de lá o mundo nos parecia pequeno.
Na dor que nos separava, um lamento pequeno a pedia-nos coragem.
E se a vida fosse
a Boa Esperança
Tormenta que apazigua
Vida
Vamos viajar - os três, de ocidente a oriente. Querida irmã tu serás a princesa e nós os guerreiros que defendem o teu reino. Recolhe as asas na tempestade, abre-as ao sabor do vento.
E se,
Esta é a parte que falta
acende a vida
alimenta a serenidade
vontade que tenho
e não tenho
meus dedos que tocam e fogem
o corpo que se contrai,
pede e recusa
enredo sublime
que reinventa a vida
A quem a minha ousadia tanto ofende
Na Leôncio de Magalhães, éramos três a crescer. Na casa vizinha um cão morria de tristeza pela morte do dono. O comboio no final da rua ditava as meias-horas. A Nair esticava a carapinha nos sábados. Nossa mãe tocava piano. Nosso pai, escrevia.
Na segunda metade de vida, contornámos o cabo.
E se, outra vida houver estaremos nela inteiros.
Com asas, sem medo de voar.
* Canto V - estancia 50 - Lusíadas - Camões
Vislumbres
(foto: Adama)
The King of Gaps
But the fact is he lived - an unknown king
Whose kingdom was the strange Kingdom of Gaps.
He was lord of what is twist thing and thing,
Of interbeings, of that part of us
That lies between our waking and our sleep,
Between our silence and our speech, between
Us and the consciousness of us; and thus
A strange mute kingdom did that weird king keep
Sequestered from our thought of time and scene.
Those supreme purposes that never reach
The deed between them and the deed undone
He rules, uncrowned. He is the mistery which
Is between eyes and sight, nor blind nor seeing.
Himself is never ended nor begun,
Above his own void presence empty shelf
All He is but a chasm in his own being,
The lidless box holding not-being's no-pelf.
All think that he is God, except himself.
- Fernando Pessoa, Poesia Inglesa, I, edição e tradução de Luísa Freire, Lisboa, Assírio & Alvim, 2000, p.280.
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Tudo caminha para um mesmo lugar:tudo vem do pó e tudo volta ao pó"
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- Mestre Eckhart, "Beati pauperes spiritu...", Sermão 52.
- G. W. Leibniz, Carta de 1648 a Ehrenfried Walter von Tschirnhaus, in G. W. Leibniz, Philosophical Papers and Letters, Dordrecht, Reidel, 1969, pp.275-276.
Caminho da Serpente
Nas pausas do Apocalipse e das descidas ao Inferno, em busca da Perséfone que sempre se desvanecia, nos intervalos de mortes e ressurreições múltiplas, estudei Filosofia, onde hoje ensino. Metamorfose da Arqueologia, pois afinal o que nela procurava era o Princípio (Arché), o Primordial, a fonte primeira e última de tudo.
Um dia, há mais de um quarto de século, descobri Portugal, a luz de Lisboa e seus miradouros, a barra do Tejo e suas Ninfas, o finisterra atlântico e suas Musas, a sibilina e amorosa língua das Cantigas d'Amigo, de Gil Vicente e Camões, de Vieira, Pascoaes e Pessoa, o Fado cantado e vencido. Estive a 4 de Agosto, com amigos, em Alcácer-Quibir, no ano em que fazíamos 24 anos, a data em que o Desejado se converteu, com a mesma idade, em Encoberto. Descobri Portugal e seu fundo arcaico, a infinita possibilidade aberta sobre a persistente mediocridade e estreiteza da sua vida social e institucional: Ophyussae, a Terra das Serpentes, Oestrímnia, o estro, o transe criador, Lusitânia, a i-lusão dissolvente e libertadora, o V Império, Império do Santo Espírito, arrepio de abraço armilar e fraterno, sem Imperador que não seja a Eterna Criança que somos. Conheci Agostinho da Silva e a filosofia portuguesa, razão atlântica e poética, aberta à alteridade e ao sagrado. Descobri Portugal, a Saudade e com ambos o caminho extremo-ocidental para o Oriente, exterior, interior e secreto, para a Ecúmena e o Infinito.
Dei por mim na via budista tibetana, a contribuir para trazer ao finisterra atlântico a sabedoria dos Himalaias que desde António de Andrade demandamos. Uma via para além de todas as ilusões. Sobretudo a de haver vias e quem as percorra, de haver de onde e para onde. Sim, sempre que veja o Buda, mato-o ! Para que assim morra a dualidade que me ofusca. Não o deixo fora de mim, para que de mim me liberte. Assim Cristo pede aos cristãos, que o devorem e por ele sejam assimilados.
Tive filhos, da carne e do espírito. Vivi muitas coisas. Fui devorado e parido, repetidas vezes, das entranhas de uma Serpente em chamas.
Hoje sei que desde tempos sem início durmo e sonho, em tua companhia, ó universo ! Esfrego os olhos e tento despertar. O que tarda, porque o sono é muito: vem desde a eternidade, vestido de ignorância e egoísmo. E assim, sonâmbulo e trôpego, verto fortuitos acessos de loucura e lucidez em muitas e desvairadas coisas: orar e meditar, estudar e ensinar, traduzir, escrever poesia, filosofia, romance e teatro, promover associações, conspirar movimentos, construir pontes, rasgar horizontes. "Línguas de Fogo. Paixão, Morte e Iluminação de Agostinho da Silva" e "Folia. Mistério de uma Noite de Pentecostes" contêm para já o essencial do que tenho a dizer e propor. Se agora morresse, estaria quanto a isso tranquilo.Conspiro um movimento de libertação universal, que também assuma todo o potencial de sabedoria, amor e universalidade da cultura portuguesa e lusófona, vocacionada para ser uma cultura alternativa, especializada em diálogos, pontes e mediações planetárias. Um movimento que contribua para o que mais importa: a Revolução profunda, que desde sempre urge e tarda, a Revolução do Despertar, a Revolução do desencobrir o Infinito em si e em tudo, no apocalipse de todas as máscaras.
Revolução ! Aqui e Agora. Já ! Para o bem de todos os seres vivos, nossos irmãos e irmãs, nossos pais e mães, nós mesmos, desde o não haver início. Para que vivamos o mundo como, no fundo sem fundo, é: Jogo puro, livre e insubstancial, Festa para a qual todos são convidados, eterno e infinito Jardim de Delícias.
Que a Serpente ganhe asas e, dançando no espaço, de si e de tudo se dispa !
ACTIVIDADES
Se estiver interessado em Cursos de Introdução à Meditação Budista e ao Budismo, bem como sobre outros temas, como Religiões Comparadas, Fernando Pessoa, Mestre Eckhart, Saudade, Quinto Império, contacte: 918113021.
LIVROS - PAULO BORGES
Poesia:
1 - Trespasse, Lisboa, Edições do Reyno, 1984.
2 - Capital, Lisboa, Edições Jorge Cabrita, 1988.
3 - Ronda da Folia Adamantina, Lisboa, Átrio, 1992
Ensaio filosófico, antologias e livros organizados:
1 - Agostinho da Silva - Dispersos (apresentação e organização), Lisboa, ICALP, 1988; 1989 (2ª edição).
2 - A Plenificação da História em Padre António Vieira - estudo sobre a ideia de "Quinto Império" na "Defesa perante o Tribunal do Santo Ofício", Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1995.
3 - Do Finistérreo Pensar, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2001.
4 – Pensamento Atlântico. Estudos e ensaios de pensamento luso-brasileiro, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002.
5 - Obras de Agostinho da Silva - Textos e Ensaios Filosóficos - I (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora, 1999; Lisboa, Círculo de Leitores, 2001.
6 - Obras de Agostinho da Silva - Textos e Ensaios Filosóficos - II (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora, 1999; Lisboa, Círculo de Leitores, 2002.
7 - Obras de Agostinho da Silva - Ensaios sobre Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira - I (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora, 2000; Lisboa, Círculo de Leitores, 2002.
8 - Obras de Agostinho da Silva - Ensaios sobre Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira - II (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora, 2001; Lisboa, Círculo de Leitores, 2002.
9 - Obras de Agostinho da Silva – Estudos sobre Cultura Clássica (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora Editora, 2002.
10 - Obras de Agostinho da Silva – Estudos e Obras Literárias (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora Editora, 2002.
11 - Obras de Agostinho da Silva – Textos Vários. Dispersos (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora Editora, 2003.
12 - (Com Matthieu Ricard e Carlos João Correia) O Budismo e a Natureza da Mente, Lisboa, Mundos Paralelos, 2005.
13 – Agenda 2006. Agostinho da Silva (introdução geral, selecção de textos, introduções específicas e coordenação editorial), Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2005.
14 - Agostinho da Silva. Uma Antologia (organização e introdução), Lisboa, Âncora Editora, 2006.
15 – Tempos de ser Deus. A espiritualidade ecuménica de Agostinho da Silva, Lisboa, Âncora Editora, 2006.
16 - O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (organização, com Duarte Braga), Lisboa, Ésquilo, 2007.
17 - Agenda 2008. Padre António Vieira (introdução e selecção de textos), Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2007.
18 - A Cada Instante Estamos a Tempo de Nunca Haver Nascido (aforismos), Sintra, Zéfiro, 2008.
19 - Princípio e Manifestação. Metafísica e Teologia da Origem em Teixeira de Pascoaes, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2008.
20 – Da Saudade como Via de Libertação, Lisboa, Quidnovi, 2008.
21 - A Pedra, a Estátua e a Montanha. O Quinto Império no Padre António Vieira, Lisboa, Portugália, 2008.
22 - O Jogo do Mundo. Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa, Lisboa, Portugália, 2008.
23 - A Dor de Deus. Homogeneidade, Diferenciação e Reintegração em Sampaio Bruno, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda (no prelo).
Romance:
Línguas de Fogo. Paixão, Morte e Iluminação de Agostinho da Silva, Lisboa, Ésquilo, 2006.
Teatro:
Folia. Mistério de Pentecostes em três actos, Lisboa, Ésquilo, 2007.
Conto:
A Hieródula, Setúbal, Plurijornal, 1992.
Abertura de "Línguas de Fogo"
Esta é a história e o romance da minha e das vossas vidas, caros leitores. Não porque seja uma boa história e um bom romance – vós o sabereis, não eu - , mas porque é a história e o romance do despertarmos de haver nascer e morrer, vida e morte, ser e não ser. A história e o romance do despertarmos da história e do romance de existirmos ou não, de sermos ou não alguém. A história e o romance do Despertar.
O Despertar de todos nós no Despertar de alguém que foi um pouco e um muito de todos nós: Agostinho da Silva. Um dos maiores turbilhões de vida, pensamento e acção que têm vindo desinquietar este mundo onde quase todos acima de tudo procuramos a paz do cemitério da vida fácil, fútil e sem sentido. Nascido há um século, após escolher no céu o lugar de nascer na terra, partiu há doze anos, na madrugada do Domingo da Ressurreição. Esta é a história do que nesse momento e a partir daí lhe aconteceu. A história do que nesse momento e a partir daí nos aconteceu. A história do que nesse momento e a partir daí te aconteceu, leitora e leitor. Pois, queiras ou não, gostes ou não, estás aqui, na mais funda e incandescente substância deste livro. E contigo todas as coisas. É tarde de mais ! Tudo o que aqui acontece em ti e no mundo acontece. Mesmo que agora mesmo o largues e devolvas à estante de onde nunca o deverias ter tirado. O que vivamente te aconselho. Duvido é que o consigas.
Esta é a história da paixão, morte e iluminação de Agostinho da Silva. A nossa paixão, morte e iluminação e a de todas as coisas. Tudo o que aqui se narra é absoluta e rigorosamente verdadeiro. A realidade e a verdade é que o podem não ser. Seja como for, não escrevo senão o que vejo, ouço, sinto e sei. As entranhas secretas do mundo e da realidade, as entranhas da nossa ilusão, ignorância e maldade e da nossa desilusão, sabedoria e bondade, intimamente entrelaçadas na oculta e libertadora metamorfose de algo a que se chamou Agostinho da Silva.
Sim, se quiseres ler este livro tens de estar preparado para te leres e veres ao espelho, vendo que ele afinal não existe e no mais fundo do ser se te dissolve. Tens de estar preparado para leres e veres, intimamente e sem anestesia, aquilo que te desconheces ou que pretendes acima de tudo ocultar. Dos outros e, fundamentalmente, de ti próprio. Tens de estar pronto para visitares todas as mais recônditas possibilidades da vida, da morte e do que há para além de vida e morte. Todas as tuas mais fundas possibilidades, incluindo o que há em ti para além de ti mesmo. Tens de estar pronto para te despires. De tudo e de ti próprio. E sobretudo da ideia de que não andas sempre nu.
Se é isso que por esta via queres, tens de acompanhar Agostinho. Tens de agarrar com coragem e firmeza a mão que ele, generoso e forte, agora mesmo te estende e deixá-lo guiar-te, de olhos e coração bem abertos, ao longo da estreita e larga via que percorreu e infinitamente percorre, sempre que haja quem com ele queira ir. Quem com ele queira entrar no real e na sua ilusão, descer às suas alturas e subir às suas funduras, explorar as suas veredas e sendas mais inóspitas. É isso que desejas ? Tens a certeza !?... Não será melhor pousares o livro e regressares ao que te acarinhe, console e distraia ?
Se é isso que queres eu vou contigo. Farei de novo e infinitas vezes a viagem. Agarraremos juntos a mão do Professor e caminharemos a seu lado, quem sabe se dele e de mais do que ele inseparáveis. Mas não te esqueças: temos de estar prontos para tudo ! Viver, sentir e ver tudo o que há para ver, viver e sentir. A começar pelo que mais deixamos para os chamados “outros”: a dor, a morte e o inferno. Só pela sua experiência em carne viva, para dela libertarmos a todos, ressuscitaremos com Agostinho para a vida e, porventura, dependendo da nossa sabedoria, coragem e amor, para algo além ainda da vida. Mas não esperes que te conte tudo o que vais encontrar. Jamais o faria, mas a verdade é que não posso. Não te posso dizer o que só por ti, despido de ti, encontrarás.
Se ainda quiseres, vem então. Entra comigo e com Agostinho neste romance ilusório e verdadeiro, sisudo e louco, contemplativo e insurrecto, onde te arriscas a tudo, incluindo gozar e sofrer, chorar e rir, perderes-te e encontrares-te. E se quiserem vir muitos, de uma só vez, venham pois ! Agostinho tornou-se forte, extremamente forte, e bem aguenta puxar-nos a todos para o fundo de nós mesmos. Para o sem fundo de si, onde já estamos todos, dele e de nós despidos.
Se vão gostar ou não, não sei e em absoluto não me importa. Não escrevi para o vosso nem para o meu prazer. Por isso o fiz com todo o deleite e todo o incómodo. Embora num sentido prefira que não gostem. E até ache que em muitas páginas fiz tudo por isso. Pois assim serão mais livres. Mais livres de mais um livro e de mais um autor. Mais livres de se distraírem a idolatrar algo e alguém, esquecendo-se do que verdadeiramente importa em vocês próprios.
Se quiserem abandonar os vossos berços e os vossos túmulos venham então. De outro modo não comprem nem leiam o livro. E, se o comprarem e lerem, esqueçam-no e destruam-no o mais depressa possível. Porque esta é, repito e acrescento, a história e o romance das nossas vidas e das nossas mortes, a história e o romance da nossa libertação e do nosso Despertar de haver vida e morte, e isto não se conta, nem escreve, nem pode conter-se em livros.
Avisei-vos. Se ainda quiserem vir, dispam-se, não ponham cintos de segurança e não se queixem.
LIVROS INTERESSANTES
ISBN : 978-2-296-04535 ; Prix 38 € ; 332pages
Être fou d’amour, aimer jusqu’à la folie ! Cette expérience des extrêmes engendre des œuvres d’art. Parole poétique, parole chantée, parole mise en scène…, l’amour, la folie d’amour ne peuvent se dissocier du « chant ».
L’Occident déteste perdre la tête, privilégie le libre arbitre, le contrôle de soi par la raison. Le Fou d’amour qui se perd lui-même au profit d’un autre n’est plus prisé car la valeur prédominante est la stabilité du sujet qui garantit la stabilité de l’individu dans une catégorie de comportements admis, propres à son rang.
La maîtrise de soi au moyen de la conscience rationnelle est vue comme la condition même de l’homme éveillé.
Au Proche-Orient, la folie d’amour est l’occasion privilégiée d’approcher l’Unicité divine. L’amour et la beauté sont les plus formidables « éveilleurs » car ils poussent le petit ‘moi’ hors de lui-même. Même relégué au désert, le Fou d’amour est celui qui court la plus haute aventure réservée à l’humain.
La folie d’amour conduit le ‘moi’ à son extinction : elle réveille l’homme pseudo éveillé de son sommeil égotique, elle lève le voile qui le séparait de sa propre divinité.
Entre ces deux attitudes de l’Occident et de l’Orient médiévaux, se dessinent de nombreux ponts : les mystiques en sont le plus lumineux.
Claire Kappler, chargée de recherche au CNRS, médiéviste et orientaliste, spécialiste de littérature persane classique, se consacre aux comparaisons entre les cultures du Moyen Âge européen et proche-oriental.
Suzanne Thiolier-Méjean, professeur à l’Université Paris IV – Sorbonne, spécialiste de littérature médiévale occidentale, en particulier en langue d’Oc. A publié des ouvrages sur l’Alchimie.
Peinture de couverture : Isabelle Bazinet, Ó « Les jaillissements de lumière »
Graphisme : Pascal Auffinger
LES FOUS D’AMOUR, TABLE
DÉDICACE
INTRODUCTION
Introduction
I- AXES ET PERSPECTIVES
FOLIE ET RAISON D’AMOUR
Philippe Ménard
Folie et folie d'amour au Moyen Âge
Suzanne Thiolier
Qui ama desena « qui aime perd la raison » :
la folie d’aimer chez les troubadours
Jean-Marie Fritz
Translatio stultitiæ
Les fous de Dieu entre Orient et Occident
Vincent Déroche
Byzance a-t-elle eu ses fous d'amour ?
Johann Christoph Bürgel
L'amour fou chez les Arabes au début de l'Islam
Manijeh Nouri-Ortega
L'enchantement, la stupéfaction : miroirs
de la folie d'amour dans la littérature persane
II- ERRANCES ET VÉRITÉ S DU MIROIR
SE TROUVER ET SE PERDRE EN L’AUTRE
Mireille Séguy
Amour fou et folie d’amour dans le Chevalier au lion
de Chrétien de Troyes :;de la métaphore poétique au récit romanesque
Leili Anvar-Chenderoff
L’amour de Majnûn pour Leyli : folie ou sagesse ?
Fabienne Pomel
L’Écho et le masque : le fou d’amour
dans la logique du double et la crise de la communication
(Narcisse, Écho, Tristan, Lancelot)
Charles-Henri de Fouchécour
Le narcisse qui rend fou, selon Hâfez,
poète lyrique persan du XIVe siècle
Dominique Demartini-Franzini
Folie d’amour, folie de mots dans le Tristan en prose :« plus fou même que celui qui s’en va
jetant des pierres dans l’eau … »
III- ALCHIMIE ET FOLIE D’AMOUR AU PAYS DU CONTE
Éric Phalippou
Le fou d'amour et la femme noire :
ou comment l'Europe s'est approprié un conte indo-persan sur la possession
IV- ÊTRES SINGULIERS AU CREUSET DE L’AMOUR FOU
David Williams
Folle d'amour, sage d'amour : l’amour de Thècle pour l’apôtre Paul
Brigitte Saouma
Aimer sans mesure : le thème de l’âme-épouse
chez Bernard de Clairvaux
Dominique de Courcelles
Discours de la folie d’amour et discours sur la folie d’amour :
la folie d’amour dans quelques œuvres
de Raymond Lulle, « homme qui follement parle »
Leo Carruthers
La sainte folie : Margery Kempe, mystique ou malade ?
Claire Kappler
La Zoleikhâ de Jâmî : comment une folle d’amour
devient maître spirituel
V- AU-DELÀ DE LA FOLIE
L’ESSENCE DE L’AMOUR
Jad Hatem
Majnun et sa folie d'amour : je suis Layla
Catherine Guimbard
« I fedeli d’Amore » : une mystérieuse secte ?
Leila Khalifa
Dévoilement (Folie) et voilement (Fidélité)
dans l’amour chez Ibn ‘Arabî :le fou et le fidèle au secret de Laylâ
Ève Feuillebois-Pierunek
Désirer la séparation d’avec l’aimé, folie ou sagesse ?
L’exemple de ‘Erâqi, poète persan du XIIIe siècle
Alain Sainte-Marie
L’amour qui fait aimer l’amour.
Dans le Nuage de l’Inconnaissance
Paul Ballanfat
L’amour et l’itinéraire spirituel chez Najm al-dîn Kubrâ
CONCLUSION
Résumés des communications (en français)
Abstracts (en anglais)
Les auteurs
REMERCIEMENTS
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