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assadouro

Gosto de olhar as nuvens que sobressaem na cortina do céu. Transmitem mensagens em forma de algodão doce. Falam de animais fantásticos que nos sobrevoam invisíveis ao olho humano. Contam-me estórias de seres que galopam sobre o topo das árvores em perseguição aos pesadelos perdidos das crianças. Murmuram palavras de seda em dias de calmaria. Gritam os desesperos calados em olhos secos depressivos em dias de tempestade.

A amizade é uma grande moradia com inúmeros quartos para acolher muitos afectos, mas há quem se feche por dentro, tendo apenas por companheira a solidão. Há que reabrir a porta com a chave do acolhimento...

Caí há dias numa estrada cheia de pedras e de buracos. A chuva tinha feito dum caminho seco e quente um verdadeiro lamaçal. Ainda não me habituei à chegada do Inverno. Vai demorar tempo. Não sei quanto. Talvez uma vida inteira... E enquanto aguardo, fico assim em desalento como uma placa caída no chão...

Nos dias abrasadores de Verão, deixo-me ficar sob a ramagem e vou descobrir os segredos que estão por trás dessa tua porta escondida. Talvez, pequenos momentos da tua infância: risos, disfarces de Carnaval, brincadeiras, corridas, casinhas em árvores, presentes de Natal. Talvez, apenas, memórias de mim...

Aquelas calças não eram umas calças quaisquer. Eram memórias de todas as calças da sua vida. A mãe tinha recolhido pacientemente os tecidos das suas calças de menina e, às escondidas, foi cosendo os bocadinhos até formar umas calças novas. E assim criou o patchwork tecido das memórias da infância...

O tempo passava por ela sem que conseguisse agarrá-lo. Os dias passavam quase sempre iguais: dispersos em actividades inúteis ou em mesquinhices desnecessárias. Por isso, naquele dia, quando se sentia em total harmonia com o tempo, decidiu prendê-lo no instante duma fotografia em que ela, fixamente no retrovisor, agarrou a velocidade do tempo impresso na paisagem fugidia...
assadouro
entre o Sado e o Douro
2013/11/13
2006/02/18
2005/12/24
2005/12/01
Nuvens

Gosto de olhar as nuvens que sobressaem na cortina do céu. Transmitem mensagens em forma de algodão doce. Falam de animais fantásticos que nos sobrevoam invisíveis ao olho humano. Contam-me estórias de seres que galopam sobre o topo das árvores em perseguição aos pesadelos perdidos das crianças. Murmuram palavras de seda em dias de calmaria. Gritam os desesperos calados em olhos secos depressivos em dias de tempestade.
Nuvens: livro aberto em páginas de fantasias...
posted by jacky at 15:40
1 comments
2005/11/18
2005/11/13
2005/11/11
Chave

A amizade é uma grande moradia com inúmeros quartos para acolher muitos afectos, mas há quem se feche por dentro, tendo apenas por companheira a solidão. Há que reabrir a porta com a chave do acolhimento...
- Jacky -
A Chave do Tempo
Procuro-te para recuar e ficar lá uns instantes, para avançar e sonhar acordada com o amanhã. Procuro-te para me fechar do Mundo nos momentos de introspecção. Procuro-te para abrir algumas portas e fechar outras.Podes encerrar as memórias mais escuras e deixar sair as mais felizes. Tens todo esse poder... Espero, no entanto, que me deixes sempre entreaberta a porta da vida e da esperança, até que, consumida e desgastada pela ferrugem e pelo Tempo, nunca mais as consigas fechar. Nessa altura, em que já não serves na tua fechadura, podes, enfim, repousar no chaveiro da paz, certa que cumpriste a tua missão.
- Sunrise -
posted by Sunrise at 09:33
9 comments
Em queda

Caí há dias numa estrada cheia de pedras e de buracos. A chuva tinha feito dum caminho seco e quente um verdadeiro lamaçal. Ainda não me habituei à chegada do Inverno. Vai demorar tempo. Não sei quanto. Talvez uma vida inteira... E enquanto aguardo, fico assim em desalento como uma placa caída no chão...
- Jacky -
posted by Sunrise at 00:27
0 comments
2005/10/31
2005/10/30
2005/10/23
2005/10/21
2005/10/18
2005/10/17
Escondida
Nos dias abrasadores de Verão, deixo-me ficar sob a ramagem e vou descobrir os segredos que estão por trás dessa tua porta escondida. Talvez, pequenos momentos da tua infância: risos, disfarces de Carnaval, brincadeiras, corridas, casinhas em árvores, presentes de Natal. Talvez, apenas, memórias de mim...
-Jacky-
posted by Sunrise at 23:00
0 comments
Patchwork

Aquelas calças não eram umas calças quaisquer. Eram memórias de todas as calças da sua vida. A mãe tinha recolhido pacientemente os tecidos das suas calças de menina e, às escondidas, foi cosendo os bocadinhos até formar umas calças novas. E assim criou o patchwork tecido das memórias da infância...
-Jacky -
posted by Sunrise at 11:26
3 comments
2005/10/16
2005/10/15
Tempo preso

O tempo passava por ela sem que conseguisse agarrá-lo. Os dias passavam quase sempre iguais: dispersos em actividades inúteis ou em mesquinhices desnecessárias. Por isso, naquele dia, quando se sentia em total harmonia com o tempo, decidiu prendê-lo no instante duma fotografia em que ela, fixamente no retrovisor, agarrou a velocidade do tempo impresso na paisagem fugidia...
-Jacky-
posted by Sunrise at 15:07
2 comments
2005/10/14
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