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Ju significa “espinho”
Remá, “cheiro ruim”.
A jurema é uma planta da família da leguminosas. Os frutos das plantas leguminosas são vagens. Existem várias espécies de jurema, como por exemplo: Jureminha, Jurema Branca, Jurema Preta, Jurema da Pedra e Jurema Mirim.
Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado de “Culto à Jurema”.
Esse culto deve-se ao fato de que os nossos índios enterravam seus mortos junto a raiz da jurema. Daí passavam a cultuar esses mortos para que eles evoluíssem espiritualmente e habitassem o tronco da jurema ajudando a todos da tribo em suas necessidades.
No Nordeste, este culto recebeu outros nomes como: Toré, Curicurí Praiá e Juremado.
Mas, o culto de caboclo não ficou restrito apenas ao índio brasileiro. Os negros de origem banto incorporaram os caboclos aos seus cultos e passaram a chamar este culto de “Candomblé de Caboclo” ou “Samba de Caboclo”.
Nos Juremados, o mestre utiliza-se de um maracá, espécie de chocalho e de um cachimbo feito às vezes de pinhão-roxo para soprar fumaça para à esquerda ou para a direita.
UTILIZAÇÃO:
A jurema é utilizada para tomar banho de descarga com suas folhas. Serve como defumador para cura de dor de dente, doenças sexualmente transmissíveis, insônia, nervos, dores de cabeça. Faz ainda: figas, patuás, rosários. Utiliza-se para fazer rezas com suas folhas contra mau-olhado e olho-grande.
Serve ainda para fazer um dos maiores fundamentos do Culto à Jurema, que é uma bebida à base de infusão das folhas da jurema, com casca do tronco e da raiz misturado com mel de abelha, garapa de cana-de-açúcar e cachaça. Essa é a bebida preferida dos Encantados que baixam no Toré e no Culto à Jurema
O VINHO DA JUREMA
O vinho de Jurema, preparado à base de variedades de jurema, principalmente a jurema-preta Mimosa hostilis, a jurema-embira ou vermelha (Mimosa ophthalmocentra) e a Jurema-branca (Mimosa verrucosa), é usado pelos remanescentes índios e caboclos do Brasil. Além de conhecido pelo interior do Brasil na farmacopeia popular como cicatrizante, tratamento de infecções é também utilizado nas cidades em rituais de Candomblé, combinado com diferentes ervas, com diversas formas de preparo (mantidas como segredo).
Os efeitos do vinho de jurema são muito bem descritos por José de Alencar no romance Iracema. Para entender seu efeito psicoativo não basta analisar a composição molecular e comparar com as denominadas drogas alucinógenas é necessário situar-se no contexto de expectativas e formas de uso da substancia nos sistemas de crenças brasileiros. Deve-se considerar o processo aculturação, assimilação resultante dos ´”aldeamentos” indígena da missões colonizadoras bem como o retorno à identidade étnica, períodos quando não se registrou o hábito de beber a jurema e momentos em que os torés foram resgatados ou criados entre os grupos indígenas do Nordeste. Nos referidos grupos tanto a bebida da jurema voltou a se fazer presente, como permanece apenas sendo citada em suas canções, invocações, enquanto símbolo – alicerce de sua autoctonia.
Apesar de parecer óbvia a suposição de que se drogas psicotrópicas afetam o sistema nervoso central do homem de modo semelhante a estas deve ser associado um número finito de símbolos, a diversidade cultural e individualidade humana é sempre surpreendente. Assim tem procedido os especialistas em tal classe de psicotrópicos, promovendo o conhecimento do maior número possível de ritos e descrições individuais.
Observe-se inclusive que por esse método de pesquisa já se denomina essas substancias como enterógenos opondo-se a classificação como alucinógeno ou psicotomimético com as descrições de estados oníricos, das psicoses em vez de êxtase religioso e possessão divina como o nome enterógeno refere.
A persistência do uso da jurema em rituais indígenas e religiões populares do Nordeste do Brasil (Catimbó), apesar de combatida pela colonização católica, com os rigores da inquisição e da polícia, por si só indica sua importância farmacêutica e simbólica para grupos que possuem uma forma específica de organização social entre a sociedade tribal e as comunidades religiosas. Contudo pode-se atribuir a essa perseguição a diversidade no modo de uso e mesmo as dificuldades da identificação da espécie.
Os índios do Nordeste apesar do processo de integração à sociedade nacional conservaram em algumas regiões organizações que sobrevivem como grupos religiosos e entidades civis tuteladas pelo estado identificadas em etnias sobreviventes e Missões indígenas. Pelo menos 5 etnias ainda utilizam a Jurema em seus rituais: Kiriris, Tuxás, Pankararé no Nordeste; Tupinambás de Olivença – Sul da Bahia; Atikun, Fulniôs, Xucuru-kiriri em Pernambuco e Kariris em Alagoas e os Xocós de Sergipe.
Fonte: grupomazucadaquixaba.wordpress.com/Wikipedia.
Adaptado por Fábio Oliveira.
A JUREMA é a cidade-estado deste mundo espiritual. Em Alhandra, localidade do litoral paraibano, considerada por muitos o berço de uma grande linhagem de catimbozeiros e mestres do além, como Manoel Inácio e Maria do Acais, que lá formaram escola quando em vida; as árvores de Jurema cultivadas pelos catimbozeiros são consideradas as próprias cidades espirituais. “A `cidade’ mais antiga de jurema, cujo pé de jurema teria sido plantado pelo `mestre Inácio’, regente dos índios, é o arbusto velho e enorme que se encontra na atual propriedade `Estiva’… O arbusto é sempre venerado, e muitas vezes há velas acesas ao anoitecer. … O lugar é chamado pelos entendidos de `cidade do Major do Dias’… Mestre Inácio e o mestre Major do Dias foram proprietários de Estiva. O atual proprietário, o mestre Adão, um dia tornar-se-á também `mestre’ do além depois que o seu espírito for lavado .”

Foto: Internet
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Ele na verdade é um vodum filho de Dambira, portanto seu culto vem da tribo de dan, e ele, como Yewá, acabaram sendo também cultuado em territórios Ketu após sua imigração. Segundo os antigos ele é o senhor da polvora e de todas as armas de fogo, alguns dizem que ele é um dos guardiões do poço de Becén e no ketu, o Oxumarê.
Ode Dana-dana (o nome desse ode não pode ser pronunciada dentro das casas de Jeje, quando querem se referir a ele chama-o de O Belo Ofa),justamente porque a lenda conta que ele matou a Dan sagrada e refugiou-se no povo de Ketu.
Possui fortes ligações com Exu e Oxumare, esse Odé foi raptado por Ossain, devido sua beleza, Ogum vai em sua procura e o liberta , depois leva dana-dana para Exu, quebra o feitiço posto por Ossain, com Exu e Ossain . Dana-Dana aprendeu muitas magias se tornando um bruxo poderoso.
Ele é o fogo da mata, Orixá muito quente de temperamento extremamente difícil. Ode dana-dana= o caçador de Dan ou caçador dan-dan ,que usa o fogo, que coloca fogo.
Sua iniciação nos fundamentos certos é difícil trabalhosa e perigosa, pois vai fundamento de Oxossi, Oxumare e Exu tudo junto, muitos pais de santo faziam e fazem Odé Akueran ou Ogun Onire, pois são os únicos que conseguem cobrir Dana-Dana, já que fazer o mesmo na qualidade é muito perigoso e trabalhoso… possui dois assentamentos parte de ode e outra de exu.
Odé dana-dana é o caçador que rasteja, dizendo as lendas de barracão que ele é metade Odé metade cobra Dan, é muito quente, e nervoso, não existe nada que ele não consiga caçar, uma das qualidades mais lindas de Oxóssi, uma das qualidades mais perigosas de Odé, seria (segundo os mais velhos),canibal e por isso foi exilado e muitos zeladores quando fala seu nome cospe no chão.
Pode vestir-se de panos de cor de escarlate(vermelho), o iyawo de ode obefaruja ou odébelofá (outro nome de Odé Dana -Dana), no Ketu é dofono de si mesmo, o iyawo entra sozinho.
Dana- Dana é o Oxossi cultuado nas terras Efon (Republica do Benin, antigo Daomé), é um Orixá também da caça, , com estreito fundamento com Oxumarê. Carrega a cor azul-turquesa, mas tem um fio de conta nas cores amarelo e verde de Oxumarê. É uma qualidade de excepcional beleza plástica em suas danças, pois simula a caça como se fosse metade homem, metade cobra (Símbolo de Dã). “Dana-Dana, Odé Baylá”, o Caçador que Rasteja… Uma qualidade excepcional.
Para muitos, um Orixá à parte, existem vários mistérios em torno desse caminho. Os antigos dizem que Dana-Dana seria o único Odé que enfrentou a morte e não a teme, tem fundamento com Exu, Ossain e Oyá, está profundamente ligado a noite. Permanece o tempo todo coberto de waji ou como é o único Orixá que entra na mata da morte, joga sobre si um pó sagrado, avermelhado, chamado AROLÉ, que passou a ser um de seus dotes. Este pó o torna imune a morte e aos EGUNS.
Seus presentes são entregues entre a 1h e 3h da manhã, nos caminhos estreitos e fechados das matas. Seu grito (ilá) imita um gavião. Sempre colocamos junto às frutas entregues a ele, um cabaça com otin (água ardente) e outra com farinha de mandioca e fumo de rolo, assim como acarajés.
Suas roupas e aparamentas, geralmente são rústicas, com imitações de peles, pode usar o azul ou até mesmo em suas roupas podemos colocar o azul noturno, fazendo alusão à noite.,pois é caçador noturno. Carrega Ofá e Erú, mas também pode carregar uma lança de madeira, ou até mesmo um ogó pequeno[igual o de Exú, segundo os mais ortodoxos usa chapéu de coro, enfeitado com penas negra.
Orixá que entra na mata da morte e sai sem temer Egun e a própria morte. Gosta da cor azul claro.
Oxóssi Dana-Dana é um caçador guerreiro, impetuoso e muito agitado, não é fácil traze-lo e mante-lo no aperê, muito sensibilidade para lhe dar com essa energia, foge quando menos se espera. Ligado a Exú, todo o cuidado é pouco, é um arerê para inicia-lo!
É recomendável que se prepare a Iyawo deste Orixá, fora do ronkó, por ser um Orixá muito bugre e também por ter Ossain como seu companheiro .
E difícil encontrar eleito desde Odé e muitos zeladores não gostam de fazê-lo, come com Exú e mora do lado esquerdo, onde está situado toda a sua força. Êle é um Ebóra da esquerda. Cura-se e raspa-se pelo lado esquerdo.
Olodé é o ÈSÙ que acompanha Dana-Dana e come pelo lado esquerdo. toda carne que se oferece a esse Orixá tem que ser cozida, pois ele era o caçador que caçava e ateava fogo na caça para comer.
O Dana-dana (Ele Dana-Dana)
Ti sè eran odè [O bom caçador que prepara a sua caça)
Kí rí kí rí bodè (Cumprimentamos ao encontrar o Sr. Caçador)
Odè ni o (O grande caçador)
Nome do orixá Logunerè, significa em yorubá: “Da Guerra de Ere”, e Ere é uma cidade da Nigéria. Patrona dessa cidade, foi associada ao culto de Gbale aqui no Brasil, e também aos orixás: Ogun, Omolu e Logun. Além da arte da guerra, Logunerè conhece a caça e trás consigo um forte extinto materno, como podemos ver na lenda adiante.
Logunerè e o filho de Oxum
Logunerè era uma moça simples que vivia em um vilarejo próximo a Ire, e a cidade de Ipondá, era uma excelente caçadora e também conhecia a mata e o poder das ervas medicinais. Ogum havia instalado naquela região uma guerra que seguia de Irè até Daomé, por onde passava conquistava, contudo deixava para trás um rastro de destruição. Então Logunerè e Omolu, iam de tribo em tribo ajudando os feridos. Em uma dessas missões, os dois andavam pela mata fechada próximo a Ipondá, cortando caminho entre uma aldeia e outra, e de longe ela viu um menino correndo, era Logunedé, que decidiu brincar com casa de abelha, literalmente, então ela em um estalo rápido pediu que Omolu, com suas palhas afastasse as abelhas do menino, e assim ele fez. Logunerè acalmou Logun e levou a até Oxum, que agradeceu a Omolu e também deu a ela uma abebé banhada no mais puro cobre e Oxum pede que Oya Logunerè cuidar da educação de Logun, e deu a ele alfange que mais tarde ele usaria para lutar na guerra de Edé. Com OGUN ele aprende a arte da guerra , tornando-se assim um grande guerreiro, Rei de Ilexá.
Oya Loguneré em algumas casas tem seu culto ligado a Igbalé e a nação Efon no que faz sentido, devido a sua graciosidade e leveza ao dançar Ijexá,graciosa e guerreira se difere tornando-se única também no Ketu.
Esse orixá usa as cores, marrom ou verde estampado, carrega espada, ofá e uma abebé em forma de leque. Em suas aparamentas podemos colocar idés de bronze, búzios, eruxin, carrega mariwò, bastante coral.
Come acarajé e abará.
Texto/parte: Egbomi Helenice D’Osogiyan e Bàbá Fernando D’Osogiyan
Pesquisa: Internet
Foto: Felipe Capri




