| CARVIEW |
NÃO TENHO VIDA PARA ISTO
Se tudo na vida fosse tão bom como um mau blogue...
24 julho 2009
02 março 2009
# Being José Sócrates
20 janeiro 2009
14 janeiro 2009
# Valorizar a Educação, valorizar os professores
Agora, mais do que nunca, posso dizer: Não me lembra nada nem ninguém...
https://www.educarex.es/documentos/anuncio/anuncio.html
10 novembro 2008
# Sarah Palin: Singin’ in the Rain
Um exemplo é a apaixonada defesa dessa possibilidade por parte do ultraconservador Pat Buchanan:
Pat Buchanan apresenta como “prova” de que Sarah Palin beneficiou John McCain o facto de ele ter subido 10-12 pontos nas intenções de voto na semana a seguir à intervenção da sua parceira na Convenção Nacional do Partido Republicano. O seu interlocutor, Lawrence O’Donnell, nega (erradamente) este facto, quando faria melhor explicar a Pat Buchanan por que é que Palin teve inicialmente tal efeito positivo e mobilizador na campanha de McCain: podia tê-lo feito recorrendo a um filme musical clássico, Singin’ in the Rain.
Nesse filme há uma personagem, Lina Lamont, que é a grande estrela do cinema mudo. Mas Ms. Lamont tem um problema: não só tem uma voz esganiçada, como quando abre a boca só diz asneiras. Por isso a diva está proibida pelos patrões de falar em público. Em todas as suas aparições públicas, limita-se a acenar e sorrir, havendo sempre alguém que fale por ela e garante que ela mantém a boquinha bem fechada. (Lina Lamont não tem noção do desastre que é, tentando por vezes falar, apesar de proibida.)
E um dia, a catástrofe: surge o cinema sonoro...
Sarah Palin foi a Lina Lamont desta campanha eleitoral. O seu visual e estilo folksy trouxe uma lufada de ar fresco ao cinzentismo da política. Nas suas intervenções em público, safou-se enquanto se limitou a ler os discursos escritos com três ou quatro soundbytes (o correspondente do playback de Lina Lamont) — mas quando foi deixada à solta (como nas entrevistas com Katie Couric — p. ex., aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), e mesmo quando teve alguma preparação prévia (entrevista com Charles Gibson e debate com Joe Biden), Sarah Palin deixou claro que não ia além desses lugares-comuns, pelo que, fosse qual fosse a pergunta, a resposta acabava lá...
Sarah Palin ajudou a campanha de McCain enquanto o embrulho não revelou o vazio interior. Infelizmente para ela, o vazio acabou sendo exposto...
Etiquetas: Eleições e Referendos, EUA, Política internacional, Televisão
08 novembro 2008
# As saudades que Bush deixará (3)
O melhor do Bushismo
Talvez o meu preferido seja aquele discurso escrito em que ele diz:
«Os nossos inimigos são inovadores e têm muitos recursos — e nós também. [sorrisinho]
Eles nunca deixam de pensar em novas maneiras de prejudicar o nosso país e o nosso povo — e nós também não. [sorrisinho]»
Etiquetas: EUA, Política internacional, Televisão
07 novembro 2008
# Off-the-record
Agora que a dupla está definitivamente derrotada, começou em força o “finger-pointing”, e até a Fox News (ou especialmente a Fox News?...) vem revelar a dimensão titânica da ignorância de Sarah Palin. Alguns exemplos:
- Palin pensava que a África era um país e não um continente;
- Palin pensava que a África do Sul era uma região desse suposto país e não um país desse continente;
- Palin era incapaz de nomear todos os países da América do Norte (que são só três...).
E, como boa ignorante que se preza, Sarah Palin recusou-se a ser preparada pelos assessores de McCain para a longa entrevista com Katie Couric (CBS News), onde muita da sua ignorância ficou patente (mas não na escala que a Fox News vem agora revelar).
O mais interessante é a justificação do repórter da Fox News para só agora isto se saber: foi-lhe pedido que a ignorância de Sarah Palin fosse mantida “off-the-record” até depois das eleições...
Etiquetas: Eleições e Referendos, EUA, Política internacional, Televisão
06 novembro 2008
# As saudades que Bush deixará (1)
Etiquetas: Eleições e Referendos, EUA, Política internacional, Televisão
15 outubro 2008
# McCain, o reciclador
Etiquetas: Eleições e Referendos, EUA, Política internacional, Televisão, The Daily Show
15 janeiro 2008
# «O erro é uma forma de aprendizagem»
Fui vendo-o aos pedaços, mas foi o suficiente para, entre coisas boas e menos boas, deparar com uma professora (que se definia «não como professora, mas como facilitadora de aprendizagens») que a certa altura do seu testemunho disse a frase que reproduzi no título deste post.
Não resisti e enviei o seguinte comentário para o blogue do programa:
Acho inaceitável — criminoso! — alguém dizer, como uma professora que testemunhou no vosso programa, que «o erro é uma forma de aprendizagem»!
Não vamos fazer do erro algo que ele não é, algo melhor do que ele é, desta forma branqueando-o.
O erro é, na melhor das hipóteses, um alerta para a necessidade de mudar algo — por parte do professor e, muito importante, por parte do aluno (porque se este não quer, aquele não pode): mudar atitudes, mudar métodos de trabalho, trabalhar mais, trabalhar melhor.
Mas se não se passar do diagnóstico do problema (o que pressupõe reconhecer que errar encerra um problema) às medidas tendentes a colmatar esse problema (acabar com o erro), o erro é simplesmente estéril (ou, pior ainda, engendra mais erros).
É com lirismos destes, papagueados acriticamente por pedagogos-demagogos, que se vai enterrando mais e mais o nosso sistema de ensino.
Já agora, a nossa «facilitadora de aprendizagens» estava sentada no chão em frente a... quatro-alunos-quatro!
Não me pareceu que os outros vinte (habituais nas nossas salas de aula) estivessem simplesmente fora do enquadramento...
12 janeiro 2008
# Não me lembra nada nem ninguém (6)
The Argument Culture is giving way to something new, the Answer Culture
Critics used to bemoan what author Michael Crichton once called the “Crossfire Syndrome,” the tendency of journalists to stage mock debates about issues on TV and in print. Such debates, critics lamented, tended to polarize, oversimplify and flatten issues to the point that Americans in the middle of the spectrum felt left out. That era of argument —R.W. Apple Jr. the gifted New York Times Reporter who died in 2006, called it “pie throwing” — appears to be evolving. The program “Crossfire” has been canceled. A growing pattern has news outlets, programs and journalists offering up solutions, crusades, certainty and the impression of putting all the blur of information in clear order for people. The tone may be just as extreme as before, but now the other side is not given equal play. In a sense, the debate in many venues is settled — at least for the host. This is something that was once more confined to talk radio, but it is spreading as it draws an audience elsewhere and in more nuanced ways. The most popular show in cable has shifted from the questions of Larry King to the answers of Bill O’Reilly. On CNN his rival Anderson Cooper becomes personally involved in stories. Lou Dobbs, also on CNN, rails against job exportation. Dateline goes after child predators. Even less controversial figures have causes: ABC weatherman Sam Campion champions green consumerism. The Answer Culture in journalism, which is part of the new branding, represents an appeal more idiosyncratic and less ideological than pure partisan journalism.
18 outubro 2007
# Stephen Colbert a Presidente dos EUA
Stephen Colbert, apresentador do The Colbert Report (programa satírico do canal por cabo Comedy Central), anunciou a sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos.O anúncio pode ser interpretado como um golpe publicitário destinado a promover o seu programa, que não completou o “desmame” do The Daily Show (programa de notícias fictícias onde Colbert começou como “correspondente”), ou como uma mera brincadeira ao jeito vocalista dos Enapá 2000, mas o impacto desta personagem caricatural (o opinion maker neoconservador e egocêntrico, estilo Bill O’Reilly e o The O’Reilly Factor) não pode ser descurado.

Stephen Colbert é o criador de diversos neologismos. O primeiro e mais famoso foi «truthiness»: diferente de «truth» (verdade, veracidade), poderíamos traduzi-la como «verdadacidade», correspondendo à «qualidade segundo a qual alguém reclama saber algo emocional ou instintivamente, independentemente das provas ou da reflexão crítica» (nesse sentido, a existência de armas de destruição em massa no Iraque e de ligações do regime de Saddam à Al Qaeda eram duas «verdadacidades»...). Este neologismo foi rapidamente adoptado pela American Dialect Society (que o redefiniu ligeiramente), sendo mais tarde eleita de forma esmagadora como a «Palavra do Ano 2006» (votação online organizada pela editora do prestigiado dicionário Merriam-Webster).
Mas esta não seria a sua única vitória numa votação online: quando em 2006 o governo húngaro optou por tal sistema para a escolha do nome a dar à nova e monumental ponte sobre o Danúbio, Stephen Colbert exortou os seus espectadores a votarem nele. O resultado: em duas semanas Colbert teria 17.231.724 votos, sagrando-se vencedor. (Obviamente, o governo húngaro, ainda que reconhecendo a vitória do apresentador americano, apressou-se a alterar as regras — ou a especificá-las —, e a ponte receberia um nome digno da sua “hungaricidade”.)
Mas chega de conversa. Aqui vai o vídeo em que Colbert, convidado especial no The Daily Show, fez o «anúncio oficial de que decidiu considerar oficialmente se irá ou não anunciar que irá candidatar-se a Presidente dos Estados Unidos»:
Um quarto de hora depois, o anúncio oficial no seu próprio programa:
Etiquetas: Eleições e Referendos, EUA, Política internacional, Televisão, The Daily Show
10 outubro 2007
# O Meta-Presidente
Este programa (transmitido com muito atraso e algo erraticamente pela SIC Radical) é a mais completa versão moderna do preceito Ridendo castigat mores. E é também, como o latino preceito prevê, do mais inteligente que se faz na televisão actual.
Do muito que poderia usar como exemplo ilustrativo (isto é, quase tudo), não resisto a mostrar aqui um trecho recente em que o Jon comenta a tendência de George W. Bush para fazer de narrador de si mesmo:
Para quem não pode ver o vídeo anterior, transcrevo aqui o fundamental do que Jon Stewart diz (mas nada substitui ver o excerto inteiro):
[...] Foi uma clássica manobra à Presidente Bush: transmitir confiança às pessoas informando-as de que está ali para lhes transmitir confiança. É o que este homem faz constantemente: pega no subtexto de um discurso e torna-o o texto. [...] É que enquanto alguns líderes são homens de palavras, outros são homens de acção; o Presidente Bush é um homem que usa palavras para descrever acções. [...] Não entendo! Quando ele discursa, é como se estivesse a ler as didascálias! [...] O Presidente não está ali para agir — a razão por que o Presidente está ali é, pelos vistos, dizer-nos a razão por que está ali! [...] Ele é o nosso primeiro Meta-Presidente! Aparece e passa o dia a descrever as coisas que deveria estar a fazer. [...]
Este vídeo trouxe-me à lembrança um outro, mais antigo, em que Jon Stewart analisa um recurso de retórica que o Presidente americano usa recorrentemente: repetir «por outras palavras» (por vezes, não tão outras assim) aquilo que acabou de dizer; ou, como dizem os criadores do The Daily Show, «o esforço de uma mente iluminada para tornar as complexidades dos pensamentos mais elevados acessíveis às massas»:
Etiquetas: EUA, Política internacional, Televisão, The Daily Show
15 setembro 2007
05 setembro 2007
# Na superficialidade é que está o ganho
[...] Em questão estava o título com que a National Geographic apresentava uma descoberta relatada na Nature e que dava a entender que esta descoberta despedaçava a teoria da evolução humana.
Outros media usaram igualmente títulos desconexos da realidade para apresentar a mesma descoberta, como é exemplificado pela canadiana CBS, que intitulou a história «World's oldest gorilla fossil challenges evolutionary beliefs». Ambos os títulos não têm rigorosamente algo a ver quer com as notícias que os acompanham quer com a descoberta reportada. Aparentemente os criacionistas apenas leêm títulos sem se darem à maçada de ler os artigos originais ou mesmo o corpo da notícia e quasi de imediato aproveitaram a «prenda» para repetirem qual mantra títulos de mau jornalismo.
Entretanto a National Geographic alterou o título de «New Fossil Ape May Shatter Human Evolution Theory» para o menos bombástico (e fantasioso) «New Fossil Ape May Shake Human Family Tree».
Esta história trouxe-me à lembrança o comentário de Jon Stewart à promessa de a CNN nos dar «mais histórias por hora»:
Para quem não quer — vá lá... — ou não pode ver o vídeo, ou para quem não percebe suficientemente inglês, o fundamental pode resumir-se a esta frase do apresentador do The Daily Show:
As pessoas não querem poucas histórias minuciosamente investigadas, elas querem muitas histórias abordadas por alto.
Etiquetas: Criacionismo, Evolucionismo, Imprensa, Televisão, The Daily Show
28 março 2007
# Não muito preocupado
Etiquetas: Eleições e Referendos, País, Política nacional, Televisão
26 março 2007
# Pessoa(s)
Etiquetas: Literatura, País, Televisão
# O eleito
Etiquetas: Eleições e Referendos, País, Política nacional, Televisão
10 março 2007
07 março 2007
# Coisas que de todo dispensava
(A pedido de várias famílias, agora com link.)
Etiquetas: Televisão
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