| CARVIEW |
Select Language
HTTP/2 200
content-security-policy: upgrade-insecure-requests
content-security-policy-report-only: default-src https: blob: data: 'unsafe-inline' 'unsafe-eval'; report-to blogspot; report-uri https://www.blogger.com/cspreport
report-to: {"group":"blogspot","max_age":2592000,"endpoints":[{"url":"https://www.blogger.com/cspreport"}]}
content-type: text/html; charset=UTF-8
expires: Wed, 28 Jan 2026 13:08:53 GMT
date: Wed, 28 Jan 2026 13:08:53 GMT
cache-control: private, max-age=0
last-modified: Tue, 16 Dec 2025 20:08:21 GMT
etag: W/"5151b11660e44cee5131ea7dd1c558add2f7fb93c546667ed751ca5228e9630f"
content-encoding: gzip
x-content-type-options: nosniff
x-xss-protection: 1; mode=block
content-length: 13701
server: GSE
alt-svc: h3=":443"; ma=2592000,h3-29=":443"; ma=2592000
Murcon
segunda-feira, janeiro 11, 2016
Maria.
Não é tempo de nicks. A Maria morreu. Com a elegância discreta que a caracterizava. Um longo abraço ao Viktor. E uma velha canção mentirosa que diz a verdade do afecto.
segunda-feira, outubro 26, 2015
Muito provavelmente...
Deus Triste
Deus é triste.
Domingo descobri que Deus é triste
pela semana afora e além do tempo.
A solidão de Deus é incomparável.
Deus não está diante de Deus.
Está sempre em si mesmo e cobre tudo
tristinfinitamente.
A tristeza de Deus é como Deus: eterna.
Deus criou triste.
Outra fonte não tem a tristeza do homem.
Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'
Domingo descobri que Deus é triste
pela semana afora e além do tempo.
A solidão de Deus é incomparável.
Deus não está diante de Deus.
Está sempre em si mesmo e cobre tudo
tristinfinitamente.
A tristeza de Deus é como Deus: eterna.
Deus criou triste.
Outra fonte não tem a tristeza do homem.
Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'
domingo, outubro 18, 2015
Precisava de vir aqui...
ÀS VEZES ENTRA-SE EM CASA COM O OUTONO
Às vezes entra-se em casa com o outono
preso por um fio,
dorme-se então melhor,
mesmo o silêncio acabou por se calar.
Talvez pela noite fora ouça cantar o galo,
e um rapazito suba as escadas
com um cravo
e notícias de minha mãe.
Nunca fui tão amargo, digo-lhe então,
nunca à minha sombra a luz
morreu tão jovem
e tão turva.
Parece que vai nevar.
Às vezes entra-se em casa com o outono
preso por um fio,
dorme-se então melhor,
mesmo o silêncio acabou por se calar.
Talvez pela noite fora ouça cantar o galo,
e um rapazito suba as escadas
com um cravo
e notícias de minha mãe.
Nunca fui tão amargo, digo-lhe então,
nunca à minha sombra a luz
morreu tão jovem
e tão turva.
Parece que vai nevar.
© EUGéNIO DE ANDRADE
Branco no Branco, 1984
Branco no Branco, 1984
quinta-feira, julho 16, 2015
Lamentável competição...
Do que me importa ver a tristeza em seu olhar
Se meu olhar tem mais tristezas pra chorar
Que o seu...
Marisa Monte
Se meu olhar tem mais tristezas pra chorar
Que o seu...
terça-feira, junho 16, 2015
quarta-feira, junho 10, 2015
A caricatura.
Cena habitual - senhora da "minha colheita" sorri por lhe ceder a primazia no cruzar de uma porta, "vai-se tornando raro". Não sei, fui educado assim. Mas para lá de regras básicas interiorizadas rumoreja sonho utópico que me faz sorrir. Eu, que nunca usei um colete e jamais poria as mãos no fogo pela limpeza dos meus jeans, na mais remota das entranhas ainda aspiro a parecer-me com meu Pai, esse petit grand seigneur. Nas boas maneiras!, intelectualmente seria caso para internamento psiquiátrico imediato por baforada delirante:).
terça-feira, junho 02, 2015
A dúvida.
Hesitei muito antes de ver Still Alice (a tradução portuguesa não me parece feliz). Acabei por o fazer em casa, enroscado no sofá e na saudade. A parcimónia era justificada, o filme não se limitou a convocar a memória, também a culpa se espreguiçou. Não apenas a que me assalta quando me lembro das racionalizações que usei para não visitar mais vezes minha santa Mãe. Também a que me acusa por não me ter apercebido de sintomas precoces da doença. É verdade que ela me "obrigava" a concentrar a atenção na saúde periclitante de meu Pai, mas isso não justifica tudo, havia sinais que eu devia ter valorizado.
E ao aperceber-me de tal desleixo, pergunta lógica me assalta - tenho simplesmente medo de sofrer de Alzheimer ou receio merecer a sua chegada?
E ao aperceber-me de tal desleixo, pergunta lógica me assalta - tenho simplesmente medo de sofrer de Alzheimer ou receio merecer a sua chegada?
Subscrever:
Comentários (Atom)