a medida da intimidade

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“Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade.” Manuel de Barros

Água Viva

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“Hoje de tarde nos encontraremos. E não te falarei sequer nisso que escrevo e que contém o que sou e que te dou de presente sem que o leias. Nunca lerás o que escrevo. E quando eu tiver anotado o meu segredo de ser -jogarei fora como se fo…sse ao mar. Escrevo-te porque não chegas a aceitar o que sou. Quando destruir minhas anotações de instantes, voltarei para o meu nada de onde tirei um tudo? Tenho que pagar o preço. O preço de quem tem um passado que só se renova com paixão no estranho presente. Quando penso no que já vivi me parece que fui deixando meus corpos pelos caminhos.” (Clarice Lispector in “Água Viva”)

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tenho adorado os titulos

sintese possivel de tudo

como a chuva

 

***

ela disse que ser comparada com uma rosa vermelha tinha significado… só nunca me contou qual.

 

***

na queda abismal do rio

onde há energia renovavel

o sagrado dos limites

a chave unica daquela gaveta

entregar-se e defender-se

equilibrio dinamico

a harmonia do caminho do meio

agua chuva tempestade, tsuname de mim

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agua – por pina bausch

olha nos meus olhos e assume tua presença

diz que nossos tempos se encontraram e que agora eh o momento

assume a liberdade de teu sentir

e torna continuidade teu querer

***

minha liberdade está no sentir!

me responsabilizar pelo que sinto…

sentindo o sentir e seu como

demonstrando e dizendo

***

nada me limita a intesidade do meu ser

amar eh delicado o bastante

e deseja

ser pleno

integridade entre o pensar, o sentir e o agir

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” Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos aquilo que prometemos, o fi…o de nossa ação que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar fica solto ao nosso lado. Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente… ficamos amarrados às nossas próprias palavras.   Por isso os nativos tem o costume de: “por-as-palavras-a-andar” que significa agir de acordo com o que se fala; isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais.”   Sabedoria indígena

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Lar é onde o Coração Está.

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O chakra do coração é o cerne da receptividade e da aceitação. Um dos benefícios de mergulhar nas meditações que envolvem esse chakra é a possibilidade ou mesmo a facilidade de tornar-se uma pessoa cada vez mais receptiva. A palavra receptividade vem de recipiere – receber, acolher. Com esse chakra desenvolvido, revela-se uma capacidade natural de acolher toda sorte de contrariedades e você se sente emocionalmente acolhido pelo mundo. Quando harmonizado ele lhe dá a sensação de pertencer ao lugar onde você está pisando, ser amparado por uma “atmosfera espiritual” e “sustentado” pela força que organiza o Universo. O chakra do coração saudável leva você a acolher o outro e esse é um dos segredos da felicidade por ele gerada. Ele produz um vívido senso de companheirismo e sentimento de cumplicidade pelo próximo.

O seu quarto chakra é hospitaleiro também com você mesmo, nele você encontra o seu “lar”. Osho diz em seus discursos: “lar é onde o coração está”. Você se sente em casa quando o coração está presente. Na verdade, você se sente em casa “dentro” do seu coração, quando aprende a habitar o chakra cardíaco; quando passa a aceitar a infinita hospitalidade que ele tem em relação a você, a infinita hospitalidade que você carrega no centro do peito. Quando aprende a abrir mão da mente para confiar na hospitalidade do coração. Para conhecer a meditação precisamos, mesmo que por momentos, abrir mão de nossas mentes, mas não o fazemos por medo da morte, pressupondo que ficar sem pensar é perder o controle e que isso significaria a morte. E este medo da morte está ligado ao medo de ficar sozinho. Porém, você nunca irá se sentir sozinho se conhecer com intimidade seu chakra do coração. Em lugar de se sentir sozinho, irá sentir-se consigo mesmo, e integrado a todo o universo. Se você se sente sozinho, na verdade, é por estar afastado do seu quarto chakra.

O chakra do coração é um “telefone desocupado”. A mente é um telefone sempre ocupado. Há uma história tradicional sufi que fala do discípulo que foi reclamar com o mestre: “Mestre, eu tenho tentado de tantas maneiras, mas não consigo falar com Deus, como fazer?”, é quando o Mestre vira-se e sentencia: “em vez de me pedir o telefone de Deus, seria melhor você desocupar o seu telefone, pois Ele tenta ligar para você insistentemente, mas encontra sempre sua linha ocupada”. A mente é um telefone sempre ocupado. O coração é como um poderoso PABX para onde podem ligar 300 pessoas, sempre haverá uma linha disponível para acolher a quem chega.

A aceitação do chakra do coração não deve ser confundida com passividade. Ela é pura afabilidade, é uma capacidade de atender ao que vem do lado de fora, enquanto a passividade é resistir ao que vem de fora. A passividade é a habilidade de evitar estímulos enquanto a aceitação do quarto chakra é uma resposta plena e completa do estímulo que chega a você.

O acolhimento do quarto chakra começa por agasalhar a própria pessoa, o dono do chakra. Começa por abrigá-lo e ampará-lo. O primeiro a poder se refugiar em seu quarto chakra é você mesmo; ele lhe dá a capacidade de acolher ao outro sem que você perca o seu centro. Basta que você se lembre de que também pode se acolher nele.

Quando você entra em meditação está entrando no caminho do desconhecido; se você está buscando a meditação, está buscando algo que desconhece e não uma confirmação daquilo que conhece e, para que você possa entrar plenamente em uma área desconhecida, é melhor ter a aceitação e a confiança que esse chakra proporciona. A espiritualidade é algo que não se pode enxergar com os olhos costumeiros. É necessário estar receptivo para poder entrar em contato direto com ela; na verdade, é ela quem se contata com o seu ser, da forma e na medida em que é possível, na medida em que você permite. Esse é o sentido da aceitação e da receptividade para a experiência espiritual. A busca da espiritualidade consciente talvez dependa muito mais de uma atitude receptiva do que ativa. Meditação é, no fundo, a arte de saber aceitar integralmente. A realização espiritual já está aqui o tempo todo, não precisa ser buscada, mas “recebida”.

Meditação é entrar em contato com uma “contra-parte” sua. Essa “contra-parte” está sempre observando e testemunhando o que se passa, o que acontece com a sua “parte consciente”. Na meditação você tem a atitude de testemunhar a si mesmo, para entrar em sintonia com esta “contra-parte”. Para a meditação acontecer, é necessário ir aos poucos se tornando receptivo, e desta maneira estabelecer o contato com essa consciência que já existe em você.

E para você chegar aí e poder contar com a receptividade necessária, o caminho mais simples e curto é abrir, limpar e vitalizar o chakra do coração. A receptividade deste chakra é a mais democrática; ela está ao alcance de qualquer ser humano, por mais simples ou complexo que seja. Incluindo, é claro, eu e você. A abertura do chakra do coração é o primeiro e principal segredo para o sucesso da meditação sufi.

por Pedro Tornaghi

Gota d’água

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Caviana busco o rumo

Mexiana onde é o mar

Quando será o desafio

Que o vaqueiro quer olhar

É renda a borda branca

Que vejo bem acolá

Ou então é o bravio

Preparando para lutá

Seja qual for o caminho

Onde esteja meu valor

Sou água bem pequenina

Nascida de uma flor

“Soberana água do mar

Que a terra vem beijar

Onde brabeza de rio

Todo dia vai morar”

 

Marcos Quinan

as sete forças, as sete virtudes…

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1 – O AMOR – É O Supremo criador, o poder absol…uto que gerou a natureza e todas as outras coisas É a força eterna, fonte do tudo e do nada. O amor é a base de tudo, envolve a estrutura de todos os fatos no desenvolvimento.
2 – A PIEDADE – É o sentimento de devoção e de dar auxílio, ajudar, compadecer do sentimento alheio. Bondade para com o próximo, que causa para o médium um bem-estar no ato. É a força doada pelo Criador do Céu e da Terra, exemplificada na criação do Universo astral, como segunda via de evolução para voltar ás origens.
3 – A HUMILDADE – É o sentimento de simplicidade nas expressões a si mesmo; submissão á força superior; conhecimento de sua razão e respeito á do outro. Pedir com devoção conhecendo o seu valor e o da fonte superior. Conhecer o seu lugar, o seu eu, a sua missão, para seguir o seu caminho com resignação.
4 – A FÉ – É o sentimento da crença, do credito, do valor recebido, a confiança, a graça alcançada vinda de “cima”, das forças superiores. É também, complemento da força da humildade.
5 – A FIRMEZA – Esta é a força adquirida pela sabedoria. O equilíbrio de forças adquirido através da pesquisa, do interesse, na busca dos conhecimentos das Leis Sagradas. Conhecendo estas Leis, terá forças para saber como agir e porque agir. É saber pagar o que deve, para receber o que merece.
6 – A SEGURANÇA – Forca adquirida pelo conhecimento da origem das coisas. Só se sente seguro em determinado lugar quem conhece profundamente este lugar. Quando estamos numa ponte, só nos sentimos seguros quando vemos as suas estrutura, suas bases, o material de que é feita, quem a fez e com que finalidade. Conhecendo a origem da ponte, então nos sentimos seguros. E nós, o que somos?, Como nos sentimos seguros de nós mesmos sem conhecer a nossa origem!
7 – A FORÇA – É o conhecimento dos rituais e da magia. A força do médium depende de seus conhecimentos da mística espiritual. Estes conhecimentos são adquiridos á medida que são merecidos e dados ou autorizados pelo Pai de Coroa (guia de frente), seja ele de uma banda ou de outra. Se o médium conhece as Leis Sagradas, ele sabe a que caminho leva uma banda ou outra, se está na banda de Luz (quem conhece a Luz, também conhece as trevas e por isso prefere a Luz), seu caminho será conduzido pela Luz. Se a força do médium é adquirida pelas trevas (quem vive nas trevas é porque não conhece a Luz), seu caminho será conduzido pelas trevas. O símbolo da forca de um médium é o próprio ponto de força de seu Pai de Coroa.