Para isto, dizem, a Europa tem de falar a uma única voz. Precisam de um chefe. Para quê? Para derrotar a Rússia, para fazer frente a Trump, para se imporem frente à China. Bastaria que todos os países fossem "bons alunos" da CE e seus burocratas, como Portugal e seus "europeístas convictos".
A votação por unanimidade está a atrasar a UE, diz Kallas, não admira que uns "comentadores" tenham de seguida feito esta "descoberta". A Kallas propõe acabar com a unanimidade em questões de política externa e segurança, as votações seriam por maioria qualificada (como?). "A unanimidade nem sempre nos permite responder com a rapidez que corresponde às necessidades atuais. Existem diferenças entre os estados membros, no entanto, não podemos permitir que pela unanimidade o poder de veto de um país determine as políticas dos outros." Por outras palavras, os países da UE não têm direito a ter interesses próprios nem soberania para exerce-los. A burocracia trata disso, aos "bons alunos" resta-lhes abanar a cabeça.
O problema é que ninguém se entende nesta Europa em que ainda há pouco tempo propagandistas exultavam dizendo que a única coisa que a Rússia tinha conseguido era unir todos os países como nunca antes. Fantasias que não resistiram à realidade: os russos como maus que são, não quiseram ser derrotados.