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  Era final de 2019 e celebrávamos mais um aniversário teu e um Natal. O mundo fervilhava de inquietação com a pandemia. Por cá, as nossas preocupações, eram outras. As suspeitas viriam a confirmar-se: enquanto uns fugiam das multidões , eu andava contigo para muitos locais na esperança de algum resultado e tratamento adequado para esse mal que te atingia. Duas idas a Coimbra com a obrigatoriedade de permanecer no carro enquanto esperavas por uma cintigrafia que demoraria cerca de 8 horas. Aguentaste no IPO de Coimbra esse tempo todo, enquanto te esperava no carro. Foram os anos de pandemia que , a mim, pouco me custaram em termos de covid . Apenas tivemos cuidados redobrados e tentamos ficar em casa estanque, enquanto estavas mais vulnerável . A pandemia apenas me levou algumas oportunidades de trabalho e trouxe de volta uma pessoa que tinha ficado isolada no seu canto, tal era o medo de todas as pessoas que a rodeavam (e o seu medo). Desrespeitando a lei, iria buscá-la e depois ...
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 Entraram de mansinho para surripiar a Luz que o mestre trazia no seu âmago. Tentaram arrancar-lhe a palavra, mas nada. Nem a violência lhes trouxe o pretendido, apenas conseguiram a morte. Saíram carregados de escuridão e perderam-se. A semente corrompida, não pode brotar em direção à Luz. 
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  Ai a Poesia!  São timoneiros os que a declamam, capitães os que a escrevem e  navegadores os que avidamente a sorvem.  Tenho tido uns encontros felizes com a poesia:  ora no acaso da viagem, ora na louca transgressão da palavra escrita.  Não tenho regras.  Nunca as tive , pois ler e escrever é, em mim, um ato impulsivo.  Respeito a conservação lexical, a almofada gramatical e a sintaxe ordenada.  Mas não sei nada disso  e não me peçam para saber! Gosto da confortável desordem com que alinho as ideias díspares no meu fraseado léxico!  Há nos académicos toda a ciência necessária para descodificar as escritas várias,  mas há nas escritas várias algumas tresloucadas que desafiam a ciência dos já citados académicos.  A borrasca é selvagem, mas passageira,  já a tempestade ,essa, mesmo que sendo igualmente passageira, obriga a seguir descontrolado.  São estas odisseias no acaso que transformam o remanescente em mensa...
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 E já lá vão duas décadas!  Sim, foi há 20 anos atrás que o meu amigo Leandro, juntamente com o Abreu, me convidaram para o PAN de Morille. Naquela época tive de declinar, não deixando de agradecer, pois o meu trabalho em Julho era de recolta. Os meu pais tinham cerca de 6 hectares de pêssegos que tinham de ser colhidos e vendidos. Hoje a mesma área está ocupada por oliveiras ainda jovens. O que me liberta nesta época do ano. Por mais incrível que pareça ainda não logrei estar por Morille no festival ! Todos os anos tenho outras coisas prementes ou inadiáveis para fazer. Agora. fica aqui a promessa que irei reservar o terceiro fim de semana de Julho para esse fim e que só em caso de força maior é que não irei até Morille!  O PAN é um festival transfronteiriço de Poesia e Arte de vanguarda em meio rural ( Natureza). A sua edição em Portugal começou na aldeia de Carviçais ( Torre de Moncorvo) e teve lá duas edições. Parou um ano ( alguns desentendimentos com as parcerias lo...
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Tinha (pelo menos) duas alcunhas. O António ora era "marau" , ora era " maluco" . O António tinha o condão de nos fazer rir com as mais inesperadas situações e das mais inusitadas formas. Seria essa faceta que lhe valia a alcunha de maluco, digo eu. Já quanto à outra, não faço ideia. Nunca perguntei.  Dele eu era amigo, tal como ele sempre foi meu amigo. E sem alcunhas, apenas com a certeza de ele ser António e eu ser Duarte.  Voltemos ao seu dom particular que era a arte de nos fazer rir. As noites bem regadas, e a música. Sempre foram ingredientes com os quais convivi bastante tempo. Ia aprendendo vendo sobre a portugalidade todos os detalhes que a vida me ia ( e vai ) fornecendo.  O " Manuel ceguinho" era uma das músicas que cantava o António, nas noites de violas com os Rebolhos, tocadores e mecânicos de profissão. Descobria assim o popular castiço de que se reveste a nossa lusa realidade. " A mula da cooperativa" do Max acabaria por ouvir na...
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Vila Flor vista do baloiço na Serra da Lapa Ao longe, o nevoeiro do Vale esconde a estival terra do fogo adormecido.  O inverno descansa as fragas escaldadas, e deposita no seu manto, o frio sincelo que vadio se cansa e poisa nos ramos nus. O ciclo fecha-se no descansado olhar dos semideuses.    Abraço do Vale
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Isto era o Porto.  Claro que nunca toquei para arranjar uns cobres. Aqui o tocador era o cabeludo e eu apenas lhe pedi a viola emprestada para dar uns toques.  O Porto daquela época já tinha turistas, mas ( como se pode ver pela fachada na Rua Sampaio Bruno) ainda não era o Porto de agora.  Passaram cerca de 13 anos desde esta imagem e os moradores já não são os mesmos, não se ouvem pregões nas ruas, as tascas desapareceram e deram lugar ao comercio de camone para camone.  Saudades dessa Invicta. Abraços do Vale.