| CARVIEW |
Os tablóides ingleses “Daily Star Weekend” e “Daily Express Weekend” voltam a inventar o estilo “Barbie” para mais uma imagem de Maddie McCann, alegadamente com sete anos, alegadamente em vida. Para ler em “Hasta que se sepa la Verdad”, em espanhol.
]]>Num discurso proferido ontem em Díli, o primeiro-ministro timorense Xanana Gusmão acusou a Austrália de ter secretamente planeado a invasão de Timor Leste pela Indonésia em 1963, quando o território ainda era português.
Segundo Xanana Gusmão, “o insulto” das autoridades australianas foi ainda mais longe com a assinatura de um acordo com a Indonésia para partilhar a riqueza do mar de Timor, enquanto”cerca de 200.000 timorenses morreram para proteger os seus direitos durante os 24 anos de guerra”.
Citando estudos de historiadores e investigadores, o primeiro-ministro timorense acusou os Estados-Unidos, Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia de terem estabelecido um acordo secreto visando a integração de Timor Leste na Indonésia, em 1963, ”como a melhor solução para a paz no mundo”.
”Vimos o resultado deste acordo, em 1975,”disse Xanana Gusmão, referindo-se à sangrenta invasão de Timor Leste pelas tropas e milícias indonésias.
Timor Leste continua “frágil e pobre”
Apesar do investimento estrangeiro que tem sido feito em Timor Leste, Xanana disse sentir-se triste com os resultados obtidos ”na construção do nosso estado”, sublinhando que o pais continua frágil e é “um dos mais pobres da região” apesar dos seus recursos naturais.
As autoridades de Camberra têm apoiado um projecto multi-bilionário de um consórcio australiano que vai explorar gás no mar de Timor, mas têm ignorado os múltiplos pedidos do governo timorense para que a unidade de transformação ficasse instalada no território. Segundo os responsáveis daquele projecto, as únicas opções admitidas por Camberra passam por uma plataforma marítima ou pela instalação de um pipeline para levar o gás até Darwin.
Seguindo as recomendações do Banco Mundial, Timor Leste tem nos Estados-Unidos 5,39 bilhões de dólares em poupanças realizadas com as suas reservas de petróleo e gás.
Xanana Gusmão, que pretende a saída de Timor Leste da lista dos países frágeis e pobres no prazo de 15 a 20 anos, defende agora que é necessário investir para construir infra-estruturas e promover o crescimento.
Os “nossos corruptos” são bem mais modestos que os seus homólogos gregos
O grupo MAN, através da sua subsidiaria Ferrostaal, utilizou um escritório de advogados em Zurique, na Suíça, e contas offshore para pagar subornos no negócio dos dois submarinos portugueses. É esta a conclusão avançada pelos procuradores alemães que afirmam num relatório que o consórcio criado para efectuar o negócio com o governo português “adoptou um esquema idêntico” àquele que foi utilizado com sucesso na venda de submarinos à marinha grega.
Segundo os documentos do ministério público alemão, na Grécia, MAN terá alegadamente pago subornos de 10 a 12 milhões de euros a funcionários e militares para garantir a entrega do primeiro de quatro submarinos. Foi no âmbito desta investigação que os investigadores encontraram outros pagamentos ilegais, desta vez a intervenientes relacionados com a construção e a venda dos submarinos destinados a Portugal. A existência de indícios e provas de pagamentos ilegais com destino a outros países leva os investigadores a pensar que “se trata de uma prática permanente” neste tipo de negócios.
Facto curioso, os “nossos corruptos” são bem mais modestos que os seus homólogos gregos já que os documentos alemães revelam que o montante do suborno pago aos intervenientes portugueses –1,6 milhões de euros por cabeça – é largamente inferior aos 10 a 12 milhões pagos individualmente no negocio com Atenas. Uma “brincadeira de criança” como ironizou um dos investigadores.
O contrato de fornecimento com a Grécia foi celebrado em 2000 por um montante de 1.26 bilhões de euros e prevê a entrega de quatro embarcações, entre elas o Papanikolis, um submarino da classe 214.
Dez anos mais tarde, vítima de inúmeros problemas técnicos, o Papanikolis ainda nem sequer chegou a Atenas mas ainda assim o governo grego promete aceitar a embarcação “para a colocar à venda”, como disse um porta-voz do ministério da defesa.

10 Julho 2003 - Pedro Pauleta e Francis Graille, presidente do PSG, no Parc des Princes em Paris. O internacional português tinha acabado de assinar por três anos.
O açoriano terá beneficiado financeiramente de alegados negócios ilegais mas o tribunal decidiu não o acusar
Pedro Miguel Pauleta acabou por não ser acusado, mas ainda assim o nome do jogador português e a sua transferência para o Paris Saint Germain (PSG) estão no centro do julgamento dos responsáveis da SAD do clube francês que decorre desde a semana passada na 11ª secção do Tribunal Correccional de Paris, em França. O clube, julgado como autor moral, e os seus antigos responsáveis são acusados de fraude, falsificação de contratos e de facturas, fuga ao fisco e trabalho clandestino.
O processo, que vai durar cerca de um mês, visa particularmente crimes na transferência de diversos jogadores, entre eles o antigo jogador da selecção nacional e vários outros jogadores portugueses.
No banco dos réus estão também o sponsor Nike e agentes de nove jogadores que passaram pelo clube francês entre 1998 e 2003, período em que este era propriedade de Canal +.
Os responsáveis de Canal + estão ausentes no banco dos réus “por falta de provas”, como disse fonte do tribunal.
O julgamento, previsto para durar um mês, é o culminar da operação “Pés limpos” durante a qual os investigadores encontraram provas de alegados crimes em cerca de uma centena de transferências envolvendo o PSG e jogadores como Pauleta, Ronaldinho, Anelka, Okocha ou ainda Heinze.
Segundo os investigadores, os responsáveis da SAD do PSG montaram um esquema de transferências onde o clube de proveniência do jogador, quando sujeito a menor carga fiscal, continuava a pagar os salários do atleta. Em causa estão também os valores das comissões pagas aos agentes que, segundo a Justiça francesa, foram “aumentados” indevidamente: as somas assim acrescentadas eram depois pagas aos próprios jogadores através de estruturas offshore, escapando a qualquer controle fiscal.
Entre os esquemas utilizados pelos responsáveis do PSG encontrava-se igualmente o recurso à Sport +, uma filial de Canal +, para a compra de direitos junto dos jogadores ou ainda para o pagamento de indemnizações fictícias.
De acordo com o dossier que se encontra agora em tribunal, Pauleta – tal como outros jogadores do PSG – terá recebido “complementos” de salário pagos pela Nike França através de contas situadas em offshores, longe do fisco francês (ou português) – A Justiça francesa considera que os contratos de direito à imagem e publicidade estabelecidos entre os jogadores e Nike França são fictícios e permitiram a fuga ao IRS, e ao não pagamento de encargos salariais e patronais.
“O recurso da SAD do PSG a estes esquemas permitiu ao clube pagar salários líquidos superiores ao normal e assim contratar grandes jogadores,” disse um perito do Tribunal Correccional de Paris que acrescentou que, durante a fase de instrução do processo, um ex-director de Nike revelou que “esquemas idênticos ou equivalentes existem noutros clubes europeus”.
Todos os acusados arriscam penas de prisão até três anos e uma multa máxima de € 45.000.
O clube e Nike França incorrem numa multa que pode chegar aos € 225,000, montante que não deve preocupar os seus responsáveis já que uma cláusula do contrato com o grupo Canal+ prevê que seja este a pagar todas as eventuais coimas.
Ausência de jogadores em fundo de polémica
A causar polémica está a decisão da Justiça francesa em não sentar no banco dos réus os jogadores do clube.
Durante a fase de inquérito, os juízes Renauld Van Ruymbeke e Françoise Desset visavam o clube e os seus jogadores mas agora, em tribunal, a responsabilidade penal dos atletas acabou por não ser questionada apesar de serem estes os beneficiários financeiros do sistema colocado em prática pelo PSG.
“As eventuais fraudes fiscais, cometidas a título pessoal pelos jogadores terão de ser tratadas nos respectivos países,” disse um responsável do tribunal acrescentando que nos seus países de origem “aquelas somas não foram de certeza declaradas ao fisco”.
Augustine Okocha, Pedro Miguel Pauleta, Nicolas Anelka, Godwin Okpara, Mauricio Pochettino, Branko Boskovic, Frédéric Déhu, Gabriel Heinze, e Eric Rabesandratana, entre outros, terão recebido salários e compensações não declaradas ao fisco e através de paraísos fiscais. Os investigadores encontraram provas do circuito do dinheiro através de contas offshore.
Vincent Vallejo, responsável da auditoria ao clube francês, confessou aos investigadores que o PSG “pagou os impostos de Pauleta com a não declaração dos encargos sociais e fiscais” mas ainda assim a Justiça deixou a vedeta açoriana de fora do processo.
Outro detalhe interessante, Francis Graille, presidente do PSG até 2005, justificou a compra de dois jogadores portugueses por um montante “largamente superior aos valores do mercado” afirmando que se tratava de “avançados centro”: “um bem extremamente raro”, disse o responsável. Afinal, segundo as conclusões do inquérito os dois portugueses jogavam como defesas.
Pauleta, nomeado embaixador e supervisor do PSG em Março de 2009, continua a desempenhar um importante papel nas relações públicas do clube: o açoriano esteve a semana passada em Paris onde devia participar numa sessão de dedicatórias nos Champs Elysées, a iniciativa do clube acabou por ser anulada depois do anúncio da morte de um adepto que tinha sido agredido em Fevereiro.
A lista que o industrial alemão Oskar Schindler estabeleceu em no final da Segunda Guerra Mundial para salvar judeus dos campos de concentração encontra-se à venda por 2 milhões de euros.
Segundo um representante do actual proprietário, “a lista de Schindler”é datada de 18 de Abril de 1945, tem 13 páginas dactilografadas e nela figuram os nomes de 801 judeus acompanhados com referências às duas profissões e datas de nascimento.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Schindler dirigiu uma fábrica em Cracóvia, na Polónia, onde usou mão-de-obra judia. Horrorizado com a conduta dos nazis, o industrial convenceu os oficiais alemães de que seus funcionários eram essenciais para os esforços de guerra e não deviam ser enviados para os campos de concentração.
“Trata-se do único exemplar ainda na posse de um particular”, disse Gary Zimet, perito na venda de documentos históricos e animador do site internet “MomentsInTime.com”, acrescentando que “é provavelmente o documento mais importante da Segunda Guerra Mundial”.
O industrial alemão e o contabilista Itzhak Stern estabeleceram sete versões diferentes da “lista de Schindler” mas hoje só subsistem cinco exemplares: para além daquele que se encontra à venda, um está no Museu americano do Holocausto em Washington, outro nos arquivos federais alemães em Coblence e os dois últimos no Memorial Yad Vashem em Israel.
O nome do actual proprietário do exemplar colocado agora à venda não foi revelado mas, segundo uma fonte do Museu da História do Holocausto no complexo Yad Vashem, “é provável que se trate do exemplar que foi encontrado em Sydney, na Austrália”.
Em 1996, os responsáveis da biblioteca Olwen Pryke encontraram um exemplar da lista no meio de documentos de pesquisa utilizados pelo escritor australiano Thomas Keneally, autor do livro “A arca de Schindler”, no qual se baseou Steven Spielberg para realizar “A Lista de Schindler”.
Segundo o director da biblioteca, o escritor australiano recebeu o documento das mãos de Leopold Pfefferberg, um dos judeus que o industrial alemão salvou – “Pfefferberg queria que o escritor contasse a história da lista.”
]]>
As autoridades francesas anunciaram ontem a conclusão de uma vasta operação na região de Nice, no sul da França, que conduziu ao desmantelamento de uma rede de tráfico de falsos documentos, na maioria cartas de condução e bilhetes de identidade portugueses, e à detenção de 23 indivíduos.
A mesma rede fabricava diversos documentos falsos que permitiam a usurpação de identidade, e a obtenção de créditos ao consumo e empréstimos financeiros, uma fraude estimada provisoriamente em cerca de 1,2 milhões de euros.
O cabecilha do bando, um cidadão português conhecido no meio como “le portugais” – o português – já foi apresentado ao tribunal de Grasse que decretou a sua prisão preventiva.
Durante as buscas, que ocorreram em diversas localidades, os investigadores e os militares do grupo de intervenção da Gendarmerie apreenderam prensas para selo branco e carimbos do Ministério da Justiça português mas também uma matriz utilizada para fabricar falsos documentos portugueses, italianos e espanhóis. Segundo a polícia, os falsários fabricavam cartas de condução e bilhetes de identidades dos modelos mais antigos e dos mais recentes utilizados em Portugal, como comprovam duas centenas de documentos já prontos para utilização e apreendidos nos últimos dias da operação.
Armas, computadores, impressoras, suportes em papel e plásticos, assim como dois veículos de alta cilindrada completam o lote das apreensões agora efectuadas.
Segundo o “Sirpa Gendarmerie”, o inquérito começou em finais de 2009 depois que a administração departamental dos Alpes-Maritimos alertou para a existência de cidadãos brasileiros que trocavam cartas de condução portuguesas por títulos franceses.
A operação, que teve recurso a cerca de 130 polícias e militares franceses, já tinha efectuado outras apreensões e detenções mas só agora foi possível chegar ao cabecilha do bando. O interrogatório do português confirmou a existência de fraudes em bando organizado e de uma rede de falsários com ramificações em outros países europeus, não estando excluída a existência de ligações operacionais em Portugal.
Em países limítrofes – Alemanha, Bélgica, Espanha e Suíça – circulam documentos que podem ter a mesma origem: na Bélgica, junto a um comércio luso-brasileiro, são vendidas cartas de condução, passaportes e bilhetes de identidade portugueses a preços que oscilam entre os 500 e os 2500 euros.
→ também no 24horas
]]>Através do twitter, a Rádio Vaticano e os outros médios do Vaticano informarão sobre a publicação de notícias e conteúdos multimédia, particularmente relevantes para a vida da Igreja.
“Hoje, por ocasião da Carta, serão publicados em forma integrada textos, vídeo e áudio referidos à Carta do papa aos católicos irlandeses sobre os abusos sexuais,” lê-se na página da Rádio Vaticano que indica igualmente a existência de quatro canais da Igreja no You Tube. ]]>
O desfecho do inquérito das “autoridades portuguesas em território português” ao caso Freeport, anunciado repetidas vezes pela directora do DCIAP como “praticamente concluído” está agora comprometido pela resposta a quatro cartas rogatórias enviadas pelo Ministério Público às autoridades de paraísos fiscais por onde terá passado o dinheiro utilizado pelos responsáveis do complexo outlet de Alcochete para pagar alegadas “luvas” no licenciamento do projecto.
Depois de varias estimativas e promessas falhadas, a directora do DCIAP, Cândida Almeida, prometeu em Fevereiro ultimo que o inquérito estaria terminado antes de Abril, o que não vai acontecer.
Sem garantia de obter as informações desejadas e dada a impossibilidade em determinar o atraso da resposta – que em alguns casos chega a ser de vários meses ou mesmo de um ano – o Ministério Público pretende agora avançar com a acusação aos arguidos contra quem já reuniu provas suficientes.
Segundo fonte do Ministério Público, os dois magistrados titulares do processo, Vítor Magalhães e Paes de Faria, podem extrair certidões das matérias ainda por esclarecer e avançar com um inquérito autónomo.






