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A Pentagram anuncia o redesign da Revista VIBE, da autoria de Luke Hayman e Rami Moghadam, a qual utiliza as fontes Leitura News para o texto e a Leitura Display para os headlines.
O único problema desta revista é que, com uma capa destas, existirá alguém que consiga ficar interessado nas fontes!?


Podem ler o artigo completo no blog da Pentagram.
https://blog.pentagram.com/2008/09/new-work-vibe.php
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Agora as fontes da DSType já podem ser encontradas (e compradas) na FontShop.
“Today we introduce the vibrant DSType collection to the FontShop network. Portugal’s Dino dos Santos is one of the young rising stars of type design. Showing a maturity beyond his years, his versatile type systems are primed for serious typography with expansive language support and a full complement of small caps, ligatures, and decorative alternates all in OpenType“.
https://www.fontshop.com/features/newsletters/sept08b/
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Eu ainda não fui, mas pelos vistos das minhas fontes Glosa e Prelo não posso dizer a mesma coisa. Elas foram utilizadas no redesign do jornal Correio da Bahia, elaborado por Guillermo Nagore, do grupo Innovation e apresentado hoje. Para além do novo formato Berliner (tal como o Expresso), contém igualmente um novo logo e uma profunda reformulação editorial, com a substituição da Times New Roman e da Helvetica, pela Glosa e Prelo.
É de mim, ou novo Correio parece muito melhor?
Bem… também pode ser das fontes!?
Antes:
Agora:
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A DSType orgulha-se de apresentar a mais recente família tipográfica Capsa. Sem mais delongas, aqui está o texto, publicado nos Cadernos de Tipografia Nº9 e no PDF que serve de catálogo a esta tipografia:
Capsa. Nem Génesis, nem Eureka!
O processo tipográfico, embora frequentemente relacionado com uma determinada visão artística do mundo, raramente se compatibiliza com as diversas apreciações românticas de índole criacionista ou mesmo com surtos de inspiração súbita, mais ou menos fenomenais. A eureka! tipográfica apresenta-se-nos, sobretudo, sustentada na pesquisa histórica (tipográfica ou não), crítica e construtiva, com a assumpção de propósitos muito bem definidos.
Um novo tipo de letra nasce sabendo que não é, e provavelmente jamais será, passível de ser considerado novo, pelo que parece mais interessante, como princípio de trabalho, clarificar o objectivo de um novo tipo antes ainda do seu desenvolvimento enquanto desenho.
O caso que apresento, reporta-se a um tipo de letra desenhado para ser utilizado como tipo de texto para livro, assumindo uma fluidez muito maior que um tipo desenhado para, por exemplo, uma publicação periódica, como um jornal. O livro apresenta características únicas, uma linearidade muito própria e enquanto interface coloca-se perante o leitor de um modo conivente, íntimo, quase confidente. O tipo de letra deve exaltar esta interface, mais que interferir na mesma.
Compreender as necessidades do texto de livro, permite-nos partir para uma observação cuidada de alguns livros publicados em tipos romanos e destinados ao grande público, datados de finais do século XVI e início do século XVII. Neste capítulo encontram-se referenciados historicamente os tipos desenhados por Claude Garamond (1480-1561) e celebrizados pelo magnífico impressor Cristoffel Plantin (1520-1589) e posteriormente por Balthasar I Moretus (1574-1641). A imagem apresentada refere-se a um Rituale Romanum impresso por Plantin-Moretus, datado de 1611, onde é possível perceber a fluidez e vigor do texto, assim como a utilização de ligaduras que, mais do que facilitarem a leitura, são relevantes do ponto de vista estritamente tipográfico, ou se preferir-mos, estético.
A análise dos impressos destas páginas revelou-se extremamente produtiva, não somente pela possibilidade de observar a capacidade e qualidade de impressão, mas sobretudo pela sábia utilização e construção do bloco tipográfico, coma utilização sistemática do ‘s’ oldstyle.
Procedendo a uma comparação muito livre do texto impresso por Plantin-Moretus, com as matrizes tipográficas de diversos períodos da tipografia francófona, trazidas até aos nossos dias na obra Épreuves générales des caractères qui se trouvent chez Claude Lamesle, impresso em Paris, em 1742 (ou na versão facsimile da primeira edição, editada por Menno Hertzberger & Co em 1965, denominada por The type-Specimens of Claude Lamesle), o trabalho tipográfico ganhou uma vida muito própria, com uma mistura saudável de tipografias barrocas com tipografias pré-modernas.
O Saint Augustin Oeil Ordinaire é, claramente, um tipo garamondiano, enquanto o Gros Romain Ordinaire revela um carácter mais moderno, embora permanecendo com certas características geraldas. O seu interesse, mais que o próprio desenho, como veremos mais adiante, consiste na assimetria provocada pelos meios de impressão, que embora evoluídos para a época, permitem observar um enorme conjunto de imperfeições, sobretudo se atentarmos nos mesmos caracteres em diversas linhas de texto.
Estas idiossincrasias naturais do texto impresso são a pedra de toque da tipografia que vos apresento, assim como a supressão máxima de elementos rectilíneos, permitindo construir um tipo proporcional, altamente legível, historicamente referenciável e com elevado ritmo tipográfico, algo que penso ser apreciável em tipos de letra para livro.
A familía tipográfica Capsa* sustenta-se na trindade tipográfica Roman, Itálico e Bold, ambas contendo versões SmallCaps incorporadas no mapa de caracteres. Todas as versões são acompanhadas por um diverso número de ligaduras tipográficas que permitem levar a composição do texto para uma outra dimensão. Capsa não pretende ser um revival tipográfico, antes a análise de uma plêiade de tipos históricos e uma dissertação tipográfica acerca da sua (im)provável unidade.
O itálico apresenta inclinações distintas nas caixas alta e baixa, cuja diferença de 8 graus (10º na caixa alta e 18º na caixa baixa), remetem para uma apreciação histórica perfeitamente observável no Cicero Italique Gros Oeil, Numero XXXV. O propósito desta diferença consiste na criação de ritmos e no incremento da fluidez, tal como havia sido enunciado pelos scriptorium italianos do primeiro quartel do século XVI, numa clara edificação pós-renascentista e mesmo caligráfica.
Esta família tipográfica está disponível nas versões, Roman, Italic, Bold, Swashes, Vignettes e Patterns. Capsa é uma tipografia desenhada por Dino dos Santos para DSType, 2008 ©.
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Um artigo tão interessante quanto estranho, no qual se apresentam exemplares da caligrafia de uma selecção de type designers, entre os quais: Erik Spiekermann, Gõran Sõderstrõm, Nikola Djurek, Sebastian Lester, Mark Simonson, Kris Sowersby, Eduardo Manso, Veronika Burian, Marian Bantjes e Dino dos Santos. Para ler e ver aqui: Handwritten typographers
Filed under: Tipografia
Fui convidado para intergrar a exposição “Schrift in Form”, que irá estar patente no Klingspor Museum de Offenbach, na Alemanha. Para além dos trabalhos tipográficos da DSType, também estarão presentes trabalhos dos type designers: Tim Ahrens, Christophe Badani, Ken Barber, Christina Bee, Peter Bil’ak, Peter Bruhn, Veronika Burian, Stefan Claudius, Natascha Dell, Matt Desmond, Xavier Dupré, Oded Ezer, Verena Gerlach, Cyrus Highsmith, Nick e Adam Hayes, Daniel Janssen, Ingo Krepinsky e Stefan Krömer, Paul van der Laan, Alejandro Lo Celso, Jarno Lukkarila, Eduardo Manso, Alejandro Paul, Dan Reynolds, Pieter van Rosmalen, Ole Schäfer, Fabrizio Schiavi, Lukas Schneider, Kris Sowersby, Robert Strauch, Jeremy Tankard, Andrea Tinnes, Underware, Jürgen Weltin e Martin Wenzel.
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Desde o dia 25 de Maio, o jornal A BOLA apresenta-se refourmulado, utilizando um novo e diversificado pacote tipográfico, constituído unicamente por fontes desenhadas pela DSType. A BOLA é a primeira publicação a utilizar as novas tipografias premium da DSType. Deixo-vos com um pequeno texto, publicado n’A BOLA do dia 24 de Maio:
“Quando fui contactado para fornecer os tipos de letra para a renovação gráfica do jornal A BOLA, foi-me sugerido que apresentasse alguns tipos que correspondessem ao perfil de um jornal desportivo.
A primeira escolha dos responsáveis do projecto foi o tipo de letra Leitura, o qual carecia, no entanto, de uma versão condensada que fosse possível utilizar em texto e em tituleira de primeira página. Embora o tipo Leitura fosse uma solução possível, pareceu-me mais interessante fazer uma abordagem diferente ao projecto tipográfico.
Sugeri a utilização do tipo de letra Prelo que, pelo seu carácter mais neutro e compacto, forneceria maior impacto à renovação gráfica do jornal A BOLA, assim como o desenvolvimento de versões condensadas e extra-condensadas, para uso em texto de números e classificações, texto secundário, tituleira principal e de primeira página.
Os testes realizados pelo departamento gráfico do jornal A BOLA, foram cruciais para um maior entendimento do comportamento que os novos tipos deveriam apresentar. A simbiose entre os dois campos projectuais (tipografia e design) revelou-se fundamental para a escolha do novo conjunto tipográfico.
A solução passou por utilizar diversos pesos e estilos do tipo de letra Prelo, complementados pelo tipo Glosa Text, cuja relação proporcional entre maiúsculas e minúsculas a torna portadora de enorme legibilidade, ergonomia e economia de espaço, ideal para as grandes massas de texto. Foram ainda utilizados os tipos Leitura Symbols e Anubis Pro como tipografias complementares.”
E ainda algumas imagens:
Filed under: Tipografia
Actualizar este blog não é somente actualizar as notícias. Os links são igualmente importantes. Por isso aqui ficam alguns dos links mais relevantes dos últimos tempos:
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A DSType lançou o seu primeiro pacote de premium typefaces, são elas a Prelo e a Glosa. Ambas foram desenhadas tendo em particular atenção o mercado editorial; a Prelo é uma tipografia sem patilhas com 9 pesos (do Hairline ao Black) e respectivos itálicos, acrescidos de duas versões com 9 pesos cada, mais económicas e condensadas: Prelo Condensed e Prelo Compressed. Foi também desenhada uma versão Prelo Slab, com largas patilhas, bem visíveis, também com 9 pesos e itálicos.
Prelo
Prelo Condensed
Prelo Compressed
Prelo Slab
A Glosa é uma família mais clássica, com patilhas rectas e curvas em duas tipografias que se complementam: Glosa e Glosa Text. Foi igualmente desenhada mais uma família para títulos denominada Glosa Headline, com uma altura x muito maior, alinhando pela altura dos Small Caps. Está entretanto em curso o desenho de uma versão display, mais contrastada, para utilizações onde o tamanho e a delicadeza se encontram.
Glosa
Glosa Text
Glosa Headline
Glosa Display (em progresso)
Existe uma relação de familiaridade entre ambas as fontes pertencenteas a estas famílias tipográficas, como sejam as espessuras das hastes verticais e a altura do x, permitindo alternar entre Sans e Serif sem grandes problemas de entrelinha. O pacote completo de fontes premium (Prelo e Glosa) contém, neste momento, 74 fontes.
Filed under: TypeDesign
Para além das diversas fontes publicadas durante este ano de 2008, ainda tive algum tempo de dar uma breve conferência no festival OFFF, que decorreu no mês de Maio em Lisboa. A minha comunicação versava o trabalho tipográfico como um sistema infinito e suas metodologias de produção.
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