Reservei uma noite de domingo para entrar no meu mundinho. Lembro que antigamente eu tinha mais destas viagens, agora estão raras. Coloquei para tocar por inteiro “A Tempestade” – último álbum da Legião com o Renato ainda em vida. Antes disso, instalei as caixinhas de som – compradas no free shop de Rivera em 2010, e que ainda funcionam muito bem. Queria assistir a última rodada da série B deste ano – pra mim sempre mais emocionante que a primeira divisão. Desempoerei as velhas caixas de som, as montei debaixo da mesinha nova que adquiri na Amazon para os dias de home office. Ficou bonitinho, pena que o sub que ecoava bons sons graves não funcionaram mais.
Na semana anterior, recuperei meu velho netbook – aquele de tela de 11 polegadas adquirido na Irlanda. Meu computador favorito de sempre. Pedi para um amigo formatar e instalar uma nova versão do windows nele. Mas a emenda ficou pior que o soneto. Já havia adquirido um tablet, e vez ou outra acessava o computador da Camila, mais eficiente e menos estressor. E o Lenovo eu deixei pra lá. Desinstalei o windows e troquei por uma versão apropriada do Linux. Eu que não sou nada versado na tecnologia, senti-me orgulhoso por ter conseguido realizar a tarefa com êxito.
Mesinha nova montada, computador antigo reavivado e caixinhas de som instaladas. Escolher A Tempestade foi fácil – o primeiro CD que comprei com muito esforço quando eu tinha lá meus treze anos. Uma volta ao tempo. Chuvinha lá fora, tentei colocar em dia algumas leituras dos blogs que eu sigo. Queria voltar mais vezes, mas tem tanta coisa que queria fazer mais vezes e a rotina só nos engole e não nos deixa. Gostei de viajar, dos sons, das canções. Gostei de escalar até a copa da ameixeira amarela. De lá enxergo muito do que não vejo daqui debaixo.
