Poetas! Eis o vosso dia Dizei vossas palavras ao vento E como um toque de magia, Libertai o vosso pensamento…
Jamais esqueceis o Dia da Poesia Gritai que um poema não é um lamento Declamai vossos versos com alegria Mesmo que essa alegria seja apenas um momento…
Fazei poemas ao vosso amor E que cada palavra seja uma flor Para deixar viva a poesia…
Que a poesia fique para a eternidade Não só com versos de saudade Mas também como hinos de alegria…
Fui ao encontro das letras que vi E juntei-as para com elas escrever Disse tudo o que cá dentro senti E repetirei muitas vezes antes de morrer…
Com tantas letras fiz palavras que escrevi Com elas cheguei a frases do sofrer Escrevi poemas do amor que vivi E com as palavras que escrevi hei-de morrer…
Letras e letras deram palavras de beleza Com elas descrevi a mãe Natureza Com elas louvei o meu amor…
Com imaginação, letras e palavras desenhei Carinhos e o muito amor que te dei E com elas também escrevi a minha dor…
Para o dia 8 de Março, Dia da Mulher, com beijinhos e votos de que tenham saúde e sejam felizes.
MULHER! Mulher! Como inspira a tua tolerância! Mulher, onde a beleza é indescritível Mulher, flor de doce fragrância Mulher meiga de beijos de mel… Mulher vestida de elegância… Às vezes de lágrimas de dor De sorrisos de feiticeira Sem que seja entendido o seu amor… Mulher, mãe dedicada Nem sempre apreciada. Mulher sofredora, Nem sempre respeitada Mas sempre boa trabalhadora… Mulher de responsabilidade Que faz da sua lealdade A bandeira da vida… Mulher Mãe! Doce Mãe querida, Sofredora se já mãe não tem… Mulher amante Dando todo o seu amor É como um precioso diamante Cheio de brilho e esplendor…
As horas passam naquele jardim Jardim das flores mortas Onde as crianças não brincam… Onde ficam gentes num descanso sem fim… Onde as noites são tão claras como o dia E na laje há uma rosa só para mim…
Não deixem que a rosa murche Nem que leve a minha fantasia; Deixai a minha rosa com a beleza Depois do orvalho matinal… Deixai que a rosa esconda a verdade Perfumando a Natureza, Disfarçando a minha realidade…
A chuva suave cai na estrada Num dia cinzento, pardacento A terra do jardim fica ensopada Os pássaros ficam recolhidos E eu ao som das goteiras, escrevo e invento…
A espera é sempre dolorosa Porque não sabemos o que vem A espera é lastimosa, Se nunca chega ninguém…
A chuva é persistente e fria Deixa o som da música acabada Daquela valsa da minha adolescência Que ouvia vezes sem conta, apaixonada E me enchia de ternura e fantasia…
Converso com o meu pensamento Um diálogo monólogo a sós. Sem estrelas no escuro firmamento Falo da solidão e do que sofremos nós Enquanto entre as árvores ulula o vento…
Sem luar não há sombras no memento Ao som da chuva os pássaros ficam sem voz E eu segredo a mim que é um tormento Esta imensa solidão tão atroz…
Que saudade do verão meu cantor, Do teu fado e da guitarra, meu amor Que saudade da luz do pirilampo…
Que saudade de Agosto e do Luar Saudade do tempo em que o teu amar Era como um chilreio pelo campo…
Só?! Mas quem disse que estou só? Tenho comigo lápis e papel Minha companhia ideal… Só?!!! Quando escrevo não estou só, Mesmo escrevendo sem a doçura do mel Jamais minha alma mete dó, Porque este escrever é real… Só!!! Não estou só, essa é a realidade Aqui, frente à folha de papel Minha companhia ideal, Sou eu. Eu apenas verdade…
Eu sei que esta é a única realidade: Estou aqui só e sentada Procurando em mim uma verdade Verdade que não existe e me deixa esgotada…
Voltou a chover por mera casualidade O que me deixa deveras desesperada Não pela chuva, mas pela instabilidade De continuar só, mesmo estando apaixonada…
Mas no tempo que passa o que é verdade? Apenas eu aqui sentada sou a realidade Porque verdade e realidade não têm conjugação…
Mas o que é verdade ou realidade Se no mesmo tempo ambas são desigualdade? E a única realidade sou eu, na solidão…
Escondi todas as folhas de papel onde escrevia Esqueci aquelas palavras no pensamento Fingi que meu amor apenas fora fantasia E sem memória, fui feliz por um momento…
Todos aqueles dizeres apenas tinham magia De fazer esquecer o meu sofrimento E agora que é passado tudo o que te dizia Cada palavra que brota de meus lábios é lamento…
Todos os momentos contigo já lá vão Crê que foste a minha doce paixão Mas o tempo levou-te com a minha poesia
Foste talvez o sonho que eu construi, Que me fez feliz e com me iludi. Tu não foste senão o sonho com que me iludia…